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O que tem nesse salgado? Alergias alimentares exigem atenção nas cantinas da Uerj

Foto do escritor: Comunica Uerj
Comunica Uerj
22 de set.
2 min de leitura

Falta de informações sobre ingredientes e risco de contaminação cruzada podem dificultar a alimentação de estudantes com restrições.


Por Maria Eduarda do Valle


Entre uma aula e outra, passar pela cantina e comprar um salgado faz parte da rotina de muitos estudantes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Mas para quem convive com alergias e outras restrições alimentares, uma escolha aparentemente simples pode exigir mais atenção: afinal, o que tem naquele alimento?


Jullia Vieira, aluna do 4° período de Jornalismo,  tem alergia a frutos do mar e precisa considerar a condição quando compra alimentos nas cantinas da universidade. Para ela, uma das principais preocupações é não saber exatamente quais ingredientes foram utilizados no preparo.


“Nas cantinas, nem sempre dá para saber tudo o que tem no alimento só de olhar. Como tenho alergia, preciso perguntar sobre os ingredientes e ter mais cuidado antes de escolher o que vou comer”, conta.

 

A preocupação não se limita aos ingredientes mais aparentes. Um salgado, molho ou recheio pode conter componentes que o consumidor não consegue identificar visualmente, o que torna o acesso à informação especialmente importante para pessoas com alergias alimentares.


Outro ponto de atenção é a contaminação cruzada, que pode acontecer quando um alimento entra em contato, direta ou indiretamente, com outro capaz de provocar uma reação alérgica. A propagação pode ocorrer por meio de utensílios, superfícies, recipientes ou equipamentos utilizados durante o preparo.


Assim, dependendo da restrição alimentar, não basta apenas verificar se determinado ingrediente faz parte da receita, também é importante saber como aquele alimento foi preparado e se houve contato com outros produtos.


A questão é ainda mais complicada para quem precisa evitar o glúten. Salgados, sanduíches, bolos, biscoitos e outros produtos comuns em cantinas costumam ter farinha de trigo na composição, diminuindo as possibilidades de escolha de quem não pode consumi-la. Para pessoas com doença celíaca, o cuidado se estende ainda à contaminação cruzada com alimentos que contêm a substância.


Por isso, pensar em uma alimentação mais inclusiva dentro da universidade não passa apenas pela variedade de opções disponíveis. Informações claras sobre os ingredientes e o modo de preparo ajudam estudantes com restrições alimentares a fazer escolhas mais seguras.


Para quem não possui alergias ou intolerâncias, escolher um lanche pode levar poucos segundos. Para estudantes como Jullia, a mesma decisão envolve perguntas, atenção aos ingredientes e a necessidade de avaliar se aquele alimento pode ou não ser consumido com segurança.


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