Final também se joga à mesa: as comidas de Argentina e Espanha
- Comunica Uerj

- 21 de jul.
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Dos clássicos que conquistaram o mundo aos pratos mais curiosos: conheça sabores típicos das finalistas da Copa e onde prová-los no Rio de Janeiro
Por: Lívia Martinho
A Copa do Mundo de 2026 chegou ao fim neste domingo (19), com Argentina e Espanha protagonizando a grande decisão no MetLife Stadium, em Nova York/Nova Jersey. Mas a final também pode ser disputada em outro campo: o da gastronomia. Dos pratos que conquistaram o mundo às receitas que desafiam até os paladares mais aventureiros, reunimos comidas típicas de cada país e restaurantes cariocas onde é possível experimentá-las.
A Argentina abre a partida com o asado, o churrasco tradicional do país, sinônimo de encontros em família e entre amigos. Cortes como bife de chorizo, ojo de bife e vacío são assados na parrilla, a grelha típica argentina, geralmente acompanhados de molho, saladas e batatas.
Foto: Eduard Perez/Pexels

Outro clássico são as empanadas, que, com massa fina, podem ser assadas ou fritas e recebem recheios variados, como carne, frango e a tradicional combinação de jamón y queso. Também merece destaque o choripán, um dos lanches de rua mais tradicionais da Argentina. A receita leva linguiça grelhada, pão crocante e chimichurri, molho preparado com salsinha, alho, azeite e vinagre.
Até aqui, o cardápio pode parecer bastante familiar, mas a culinária argentina também reserva espaço para quem gosta de experimentar sabores incomuns. As morcillas, por exemplo, são um embutido feito à base de sangue suíno e especiarias. Presentes no clássico asado, possuem textura macia e sabor marcante e podem ser consumidas puras ou no pão. A versão tradicional é salgada e condimentada, enquanto a morcilla dulce leva nozes e uvas-passas. Assadas lentamente na parrilla, costumam ser servidas como entrada ou acompanhamento. Também tem as mollejas que são glândulas bovinas grelhadas até ficarem crocantes por fora e macias por dentro. Consideradas uma das entradas mais tradicionais das parrillas argentinas, são apreciadas pelo sabor suave e pela textura amanteigada.
Se isso ainda parecer pouco ousado, entram em cena os chinchulines. São intestinos bovinos cuidadosamente limpos, trançados e assados na brasa até ficarem bem crocantes. Dividem opiniões, mas ocupam lugar cativo nos churrascos do país.
No Rio, o Rufino Parrilla, no Leblon, serve desde os cortes clássicos às chinchulines. O Gonza, no Jardim Botânico, é uma opção para provar empanadas. Já o Gran Parrilla, na Barra da Tijuca, aposta nos tradicionais cortes argentinos e no clássico choripán. Para quem prefere encerrar a refeição com um doce, alfajores e sobremesas à base de doce de leite também são marcas registradas da gastronomia argentina.
Do lado espanhol, a escalação começa com a paella, um dos pratos mais conhecidos do mundo. Nascida em Valência, a receita tradicionalmente leva frango e coelho, além do arroz como base, mas a versão com frutos do mar acabou se tornando a mais popular fora da Espanha.
Foto: Douglas Lopez/Unsplash

Outro símbolo da culinária do país é a tortilla de patatas, uma omelete preparada com ovos e batatas, com ou sem cebola, dependendo da preferência de quem cozinha. Servida em fatias, está presente do café da manhã ao jantar e pode ser encontrada em praticamente qualquer bar espanhol, como entrada ou refeição.
Entre os frutos do mar, o destaque vai para o pulpo a la gallega, típico da Galícia. Trata-se de polvo cozido e cortado em rodelas, servido sobre batatas cozidas e temperado com azeite, sal grosso e páprica.
A parte mais curiosa da lista espanhola fica por conta dos percebes. São crustáceos muito valorizados na região por crescerem presos às rochas do litoral galego e serem retirados manualmente de penhascos atingidos por ondas fortes, o que explica o alto preço. Para muitos, o maior desafio é vencer a aparência antes da primeira mordida, já que eles se assemelham a um dedo.
Fechando a seleção estão os callos a la madrileña, um ensopado robusto preparado com dobradinha bovina, focinho de porco e chouriço. Tradicional de Madrid, o prato continua presente no cardápio de bares e restaurantes históricos da capital espanhola.
Para experimentar esses sabores no Rio, o Venga!, com unidades em Ipanema e Copacabana, é referência em tapas, pequenas porções típicas da culinária espanhola, e oferece especialidades como polvo e croquetes. O Casa Milà, em Laranjeiras, aposta em receitas de inspiração catalã, como tortilla e paella. Já o tradicional Bar Madrid, em Vila Isabel, reúne pratos típicos em um ambiente que faz qualquer torcedor se sentir em território espanhol. Entre as sobremesas, clássicos como a crema catalana e os churros com chocolate ajudam a completar a experiência.
Independentemente dos espanhóis terem levantado a taça, Argentina e Espanha compartilham a capacidade de transformar uma refeição em celebração. Seja ao redor da parrilla ou entre mesas repletas de tapas e tortillas, a grande final prova que algumas disputas ficam ainda mais saborosas quando acontecem à mesa.








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