#PersonagemDaUerj: Seu Carlos

Por: Kawani Vitória
Foto por: Kawani Vitória

Carlos Roberto da Silva Teixeira é funcionário da Uerj há 40 anos e é muito provável que você já tenha encontrado com ele por aí, quase sempre de chapéu e sorrindo. Hoje em dia, ele trabalha na portaria onde funcionam os achados e perdidos.
Quando o senhor começou a trabalhar na Uerj?
Comecei a trabalhar em 3 de novembro de 1980.
Qual a sua relação com a Uerj?
Muito boa. Trabalho em quase todos os setores por aqui, na portaria, no elevador. Aqui tem duas portarias, uma em cima e outra aqui. E a Uerj é boa, tem muitas pessoas diferentes, tem congresso, tem muita coisa aqui.
Quem é o Carlos?
Carlos sou eu. Eu estou aqui desde 3 de novembro de 1980, e eu gosto muito da Uerj. Todo dia estou aqui, chovendo ou não, trabalhando. E vou continuar aqui até me aposentar.
Qual é a coisa que mais chega aqui aos achados e perdidos?
Aqui chega muita coisa: óculos, chapéu, bolsa, livros, roupas, garrafas, carteira de identidade, e até dinheiro já apareceu por aqui. A gente guarda tudo com muito cuidado. Às vezes, a pessoa não vem buscar a identidade, e a gente manda tudo para o correio. Tudo que é perdido, alguém encontra, mas nem tudo a pessoa entrega aqui nos achados e perdidos – o que é entregue, a gente registra no caderno. Às vezes, chega até carteira com dinheiro, e a gente fica esperando o dono aparecer. Outro dia, veio alguém desesperado procurando um documento, mas nem perguntou pelo dinheiro. A gente disse que estava ali, a pessoa assinou o caderno, e tinha R$ 100 dentro da carteira.
O senhor tem alguma história curiosa ou interessante sobre a Uerj?
Foi um dia especial quando eu entrei aqui. Fui trabalhar no elevador e não sabia nada sobre elevadores. Depois fui aprendendo aos poucos. E foi bom, eu gostei. Eu me ‘amarrei’ em ser ascensorista.








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