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Pedalando contra as dificuldades: estudantes da Uerj encontram na bicicleta um caminho para economizar e viver melhor

  • Foto do escritor: Comunica Uerj
    Comunica Uerj
  • 10 de ago.
  • 3 min de leitura

Por: Diego Oliveira


São diversas as maneiras que os estudantes escolhem para se deslocar até a Uerj e retornar para suas casas. Mas, além de trens, ônibus e metrôs, se destacam os estudantes que fazem da bicicleta o seu principal meio de transporte.


Além de estimular a atividade física em meio à rotina intensa de estudos e, em muitos casos, de trabalho, a bicicleta tornou-se uma alternativa viável para quem precisa economizar com os custos do deslocamento. Considerando que o Auxílio Transporte de R$ 300 mensais ainda é insuficiente para que boa parte dos estudantes consiga diminuir suas despesas com transporte, muitos encontraram na bicicleta uma forma de reduzir gastos sem abrir mão da mobilidade.


Entre os estudantes ciclistas, há aqueles que realizam todo o trajeto de ida e volta até o Campus Maracanã pedalando. Outros, porém, em razão da distância entre suas residências e a universidade ou dos riscos enfrentados no trânsito do Rio de Janeiro, optam por percorrer parte do caminho de bicicleta, completando o restante do trajeto com ônibus, barcas, trem ou metrô.


Moradora de Niterói, a estudante de Relações Públicas da Uerj Estella Messias conta que utiliza a bicicleta diariamente em parte do seu deslocamento. Por conta da renda familiar, ela não recebe o Auxílio Transporte. Para Estella, pedalar significa unir economia e qualidade de vida.


“Eu vou e volto de bicicleta todos os dias. Saio de casa cedo e deixo a bicicleta em um bicicletário. Faço esse percurso de aproximadamente um quilômetro. Depois caminho cerca de trezentos metros até a baía da Alameda São Boaventura para pegar um ônibus e seguir para o trabalho. De lá, vou de metrô até a Uerj.” Ela relata que, na volta, tende a pegar o ônibus 725D — ou o 703D acompanhado de outro ônibus —para a Alameda e caminha novamente até o bicicletário para buscar a bicicleta e voltar para casa.


Foto: Estella Messias

Estella é uma das "uerjianas" que optam pela bicicleta
Estella é uma das "uerjianas" que optam pela bicicleta

Ao falar sobre a rotina de quem utiliza esse meio de transporte, Estella destaca que a qualidade de vida nem sempre acompanha o esforço realizado diariamente, contando que ama andar de bicicleta desde o ensino médio, mas que manter a atividade enquanto trabalha e estuda se tornou bem mais difícil.


A estudante também relata as dificuldades enfrentadas por quem utiliza a bicicleta diariamente e chama atenção para a falta de respeito de parte dos motoristas com os ciclistas.


"Nesse trajeto existe uma ciclovia, mas muita gente sabe que, em alguns trechos, ela acaba não fazendo tanta diferença. Algumas pessoas respeitam, mas muitas ainda desrespeitam os ciclistas. Eu utilizo todos os equipamentos de proteção e procuro fazer isso da maneira correta. Porém, é importante lembrar que comprar e manter esses equipamentos não é barato."


O relato demonstra que, mesmo buscando uma rotina mais saudável e econômica, muitos estudantes ainda enfrentam desafios diários para manter esse hábito. Além das dificuldades financeiras, eles precisam lidar com os riscos do trânsito e com a falta de conscientização de parte dos condutores.


Pensando em incentivar esse meio de transporte, o Campus Maracanã da Uerj possui um bicicletário localizado no andar térreo, próximo à entrada do Pavilhão João Lyra Filho. O espaço está disponível não apenas para estudantes, mas também para professores, servidores e demais integrantes da comunidade universitária.


Para quem deseja melhorar a qualidade de vida e possui condições adequadas para realizar esse tipo de deslocamento, a bicicleta pode ser uma excelente alternativa. No entanto, é fundamental utilizar os equipamentos de proteção individual, manter a bicicleta em boas condições de uso e respeitar as leis de trânsito, os motoristas, os pedestres e os demais ciclistas.


A mobilidade por bicicleta vai muito além da economia. Ela representa um investimento na saúde, na sustentabilidade e na construção de um trânsito mais humano. E, para que esse caminho seja cada vez mais seguro, o respeito deve estar presente em todos os trajetos.


Foto: Estella Messias

Estella posa com bicicleta, sua aliada no percurso à faculdade
Estella posa com bicicleta, sua aliada no percurso à faculdade

 
 
 

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