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Greve: volta às aulas agora paralisa o Direito

  • Foto do escritor: Comunica Uerj
    Comunica Uerj
  • 24 de jul.
  • 2 min de leitura

Enquanto as atividades acadêmicas retornam para a maioria do corpo discente, Faculdade

de Direito da Uerj enfrenta desafios para se readaptar após meses de aulas regulares. 


Por: Arlette Maria


Foto: Júlia D'Avila de Almeida.

A Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) atravessou um extenso período de instabilidade no funcionamento das suas atividades acadêmicas, marcando o primeiro semestre letivo deste ano com o início da greve do corpo docente, no dia 25 de março de 2026. Posteriormente, os servidores técnico-administrativos e os estudantes também interromperam suas atividades nos dias 9 de abril e 21 de maio, respectivamente. 


Em meio às reivindicações propostas, como a recomposição salarial e a volta dos triênios para os servidores, entre outros direitos, o movimento teve forte apoio da comunidade universitária.


Embora as reivindicações tenham mobilizado a maioria do corpo docente, alguns setores optaram por prosseguir as suas funções, como ocorreu na Faculdade de Direito. Ainda assim, o Centro Acadêmico Luiz Carpenter (Calc) buscou dialogar com estudantes e professores acerca dos desdobramentos da greve, expondo compreensão e apoio às questões debatidas, além de pontuar a relevância na participação em possíveis debates sobre pautas importantes para a comunidade acadêmica, como as condições de permanência estudantil.


No dia 26 de março, a diretoria da Faculdade de Direito divulgou um informe declarando seu constante contato com as outras unidades, visando a monitorar os fatos relevantes para toda a comunidade acadêmica. Além disso, foi destacado que alguns professores decidiram suspender as aulas, mas a maioria seguiu lecionando.


João Alexandre Ribeiro Vidal, servidor da Coordenação de Graduação da Faculdade de Direito, comenta que também houve adaptações nas áreas de administração: “Os setores administrativos reduziram seus horários de funcionamento. O Gabinete da Direção da Faculdade de Direito, por exemplo, passou de um atendimento de 08h30m às 19h30m para das 9h às 17h. O Laboratório de Informática, que funcionava até às 20h30m, passou a atender de 9h às 13h e de 14h às 18h.” Ele também informou que a coordenação e a secretaria do curso trabalharam diariamente, mas em regime de revezamento, com equipes reduzidas.


Júlia D'Avila de Almeida, aluna do 3º período no curso de Direito afirma que as aulas seguiram de forma presencial e nos horários habituais, além de terem sido mantidas as avaliações normalmente e sem a possibilidade de flexibilização para a entrega de trabalhos e, apenas uma minoria do corpo docente se propôs a alterar a dinâmica das atividades. 


A estudante frequenta as aulas no período noturno e ressalta que o esvaziamento do campus gerou preocupação e insegurança para os estudantes do 7º andar, citando que tal vulnerabilidade prejudicou a sua presença em algumas das aulas, por priorizar sua segurança pessoal. Ela também diz acreditar que houve outros fatores que deixaram sua rotina estudantil instável, como as diversas mudanças sugeridas para o calendário acadêmico.


Atualmente, o Centro Acadêmico Luiz Carpenter (Calc) busca as melhores soluções para que nenhum dos estudantes saiam prejudicados, partindo sobre a possível deliberação de um calendário acadêmico alternativo para todos que seguiram estudando durante o primeiro semestre do ano.



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