top of page

Greve dos técnicos da Uerj chega ao fim depois de quase quatro meses de paralisação

  • Foto do escritor: Comunica Uerj
    Comunica Uerj
  • 29 de jul.
  • 3 min de leitura

Atividades retornaram nesta segunda (27/7)


Por: Luana Maciel


Reprodução: Instagram (@asduerj)

Manifestantes em frente ao Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro


Em assembleia que ocorreu na última quinta-feira (23), os técnico-administrativos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) deliberaram pelo fim da greve iniciada no dia 9 de abril deste ano. Durante a reunião, os trabalhadores exaltaram o movimento de luta grevista, enfatizando a importância da persistência e do esforço coletivo dos servidores na conquista das reivindicações atendidas.


Entre as principais demandas da categoria, estava a correção da recomposição salarial referente ao período de 2017 a 2021, que já foi assegurada. Além dessa pauta, outras importantes realizações incluem o reajuste salarial de 4,57% de dezembro para janeiro; a inclusão do auxílio saúde de R$ 150 no contracheque; a manutenção do vale-refeição até o fim do ano; a majoração do auxílio-alimentação para R$ 1,5 mil no contracheque; a garantia de cadeira no Conselho Universitário para aposentados; o estabelecimento de carga horária de 30h semanais para farmacêuticos e técnicos de farmácia, entre outras medidas.


Igor Lobo, técnico da faculdade de enfermagem e integrante do comando de greve, salienta a importância da luta da categoria técnico-administrativa no processo de conquista dessas reivindicações. Foram meses de negociação, de atos em frente ao Tribunal de Justiça, de reuniões e organização de protestos, conta. A participação e a persistência de todos os servidores que contribuíram para o movimento foi fundamental para que tantas reivindicações fossem ouvidas, mesmo que algumas ainda não tenham sido resolvidas. “Nossa sensação é que estamos saindo vitoriosos dessa greve, um momento em que a categoria sente essas vitórias, ainda que limitadas”, conclui ele.


Uma das solicitações do movimento que segue em aberto é a reformulação do Plano de carreiras. O Plano de Cargo, Carreiras e Salários (PCCS) foi criado dentro da Uerj e seguiu para o governo em 2023, durante o mandato do governador Cláudio Castro (PL). Uma mesa de negociações para o projeto chegou a ser montada, mas as tentativas de efetivação não foram adiante. Uma nova reunião para a discussão do assunto foi prometida pelo givernador interino, Ricardo Coutinho, e deve acontecer em breve.


Gisele Sobral, também técnica da Uerj, concorda que a luta ainda não se encerrou: “Os técnicos ainda têm uma batalha grande pra tentar mudar o plano de cargos. A gente ainda sai dessa greve sem resolver isso.” Mas ela também ecoa o sentimento de que, mesmo com algumas questões a solucionar, a greve foi bastante produtiva: “O mais importante é que a gente sai dessa greve com a perspectiva de que a gente conseguiu se organizar, conseguiu entrar em greve e buscar os nossos direitos.” Segundo Sobral, o essencial é continuar buscando canais de negociação e tentativas de melhorar o trabalho técnico-administrativo.


Ao final da assembleia, os trabalhadores se encaminharam à Reitoria para assinatura do Termo de Encerramento da Greve, documento que estipula condições para que os trabalhadores encerrem formalmente o movimento. Com a deliberação do fim da paralisação, os técnico-administrativos da Uerj voltam ao chamado estado de greve, ou seja, embora as atividades aconteçam normalmente, ainda existe uma certa insatisfação.


Para Igor, Gisele e para os demais técnicos da Uerj, o fim da greve não é o fim da luta pelos seus direitos, mas sim motivo para se orgulhar de tudo que já foi realizado até aqui. “Saímos da greve com essa sensação de vitória de diversas conquistas alcançadas, de que somos uma categoria forte e, se estivermos unidos e mobilizados, podemos conseguir muitas coisas”, declara Igor Lobo.

Comentários


bottom of page