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Fraldários nos banheiros femininos e o apoio à permanência de mães estudantes na Uerj

Foto do escritor: Comunica Uerj
Comunica Uerj
21 de set.
3 min de leitura

Além da recente instalação de trocadores distribuídos pelos andares do campus Maracanã, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro garante benefícios como a licença-maternidade de 180 dias e o Auxílio Primeira Infância, no valor de R$ 900


Por: Luiza da Costa


Foto: Luiza da Costa

Larissa Nascimento, estudante de pedagogia, e seu filho Felipe na Uerj.


A rotina universitária, já desafiadora por si só, ganha camadas adicionais de complexidade quando atravessada pela maternidade. Para apoiar as estudantes que conciliam a graduação e cuidados da primeira infância, a Uerj implementou nas últimas semanas novos fraldários em diversos banheiros femininos do campus. Os espaços contam com camas de troca e oferta de fraldas, oferecendo suporte prático a quem precisa levar os filhos para o ambiente acadêmico.


A iniciativa soma-se a um conjunto de políticas de assistência estudantil geridas pela Pró-Reitoria de Políticas Estudantis (PR4), voltadas para conter a evasão universitária e assegurar a igualdade de oportunidades. Entre os principais direitos garantidos está a Licença-Maternidade para estudantes, que assegura afastamento de até 180 dias para gestantes, adotantes ou pais solos, com a manutenção integral de bolsas acadêmicas e de auxílios assistenciais. Outro pilar fundamental é o Auxílio Primeira Infância, que concede o valor mensal de R$ 900 para apoiar nas despesas básicas dos filhos de estudantes em situação de vulnerabilidade ou necessidade assistencial.


A voz da vivência acadêmica e materna


Para quem vivencia o dia a dia do campus, essas estruturas representam a diferença entre abandonar ou prosseguir no sonho do ensino superior. Larissa Furtado, de 21 anos, estudante de Pedagogia, sente na pele os impactos diretos dessas ações. Ela ingressou na faculdade antes de engravidar, mas já conhecia a reputação da universidade no acolhimento à maternidade. "Quando chegou a minha vez, passei a experimentar tudo isso de perto. Foi então que percebi que ter escolhido a Uerj fez sentido, não somente para a Larissa de antes do bebê, mas também para essa nova estação", relata.


Beneficiária do Auxílio Primeira Infância, Larissa destaca como o recurso financeiro traz tranquilidade para cumprir as etapas acadêmicas. "O auxílio faz toda a diferença. Posso dizer que me ajudou a acreditar ainda mais que poderia permanecer estudando, com menos preocupações", afirma.


Acolhimento, rede de apoio e direito à educação


Além das políticas institucionais da PR4 e das melhorias físicas nos banheiros, Larissa enfatiza a relevância do acolhimento humano promovido no ambiente universitário. A criação de redes de solidariedade entre as próprias alunas tem sido um motor fundamental para cobrar e concretizar avanços como a instalação dos fraldários.


"Existe toda uma comunidade de mães empenhada em buscar e lutar por uma melhor qualidade de permanência dentro da universidade. Sou muito grata por essas mulheres que me veem, me acolhem e compartilham comigo suas experiências maternas", pondera Larissa.


A estudante reforça que o debate sobre a maternidade no ensino superior precisa ultrapassar a ideia de mera caridade ou concessão. Para ela, infraestrutura adequada e amparo financeiro são pilares essenciais para assegurar equidade de gênero no espaço acadêmico.


"Ser mãe e universitária não é uma tarefa fácil, mas pode se tornar mais leve quando fazemos parte de um lugar que nos abraça e mostra que podemos permanecer. As políticas públicas voltadas à maternidade no contexto universitário não deveriam ser vistas como um benefício ou concessão, mas como direito e condição necessária para garantir permanência, inclusão e igualdade de oportunidades. Afinal, nenhuma mulher deveria precisar escolher entre ser mãe e continuar construindo sua trajetória profissional e educacional", conclui.



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