40 anos formando pessoas: um relato de quem acompanha a história da FCS de perto

Alunos de diferentes gerações compartilham suas experiências e memórias na Faculdade de Comunicação Social da Uerj
Por: Luana Maciel
Foto: Luana Maciel

Vista que os alunos da FCS compartilharam ao longo de 40 anos.
Ao longo de 40 anos de funcionamento, a Faculdade de Comunicação Social da Uerj (FCS) formou várias turmas e contribuiu para a jornada profissional de muitos alunos. Mas a faculdade é muito mais do que apenas estudo e prova. Pessoas passam dias inteiros dentro do espaço da universidade, construindo amizades e vivendo experiências e histórias que carregam consigo para o resto da vida.
Gustavo Gabriel Freitas é um dos alunos que acabam de chegar para integrar a história da FCS. Aos 18 anos, Gustavo é aluno de jornalismo do período de 2026.1. O aluno relata que suas primeiras impressões da faculdade foram muito boas e elogia a estrutura do décimo andar. Gustavo conta que esperava se deparar com um ambiente mais frio, em que haveria uma distância maior entre professores e alunos, mas foi positivamente surpreendido com o oposto. “Eu achei que os professores realmente têm um certo carinho e um diálogo mais próximo com os alunos”, afirma o estudante.
Foto: Gustavo Gabriel Freitas

Gustavo em seus primeiros dias na Uerj, ao lado do famoso letreiro.
Mas, ao sair da sala de aula, Gustavo também tem outra relação com a faculdade, focada no dia a dia, nas refeições compartilhadas no bandejão entre amigos e nas conversas depois do almoço e antes da aula de a tarde começar. Uma memória afetiva que o jovem destaca é a primeira calourada.
Depois de uma aula cansativa, que se estendeu durante toda a tarde, ele relata que a comemoração universitária foi uma oportunidade de espairecer e se divertir com os amigos.
Para o calouro, a faculdade impacta muito a vida de quem entra, principalmente para quem sai direto do Ensino Médio. Para ele, esse espaço permitiu conhecer uma amplitude e uma diversidade muito maiores do mundo, saindo da zona de conforto que a escola muitas vezes acaba proporcionando . “Querendo ou não, a escola consiste numa certa bolha e a saída dessa bolha, de você ver que o mundo é muito amplo e que existem várias questões que você não tinha conhecimento antes, é um momento muito importante”, aponta ele.
Se, por um lado, a FCS acolhe jovens como Gustavo que acabaram de chegar, há também estudantes mais velhos, que estão há mais tempo pelo local e que podem contar como sua relação com a faculdade foi crescendo e mudando ao longo dos anos. É o caso de Margareth Pederneiras da Costa, de 60 anos. A discente entrou na FCS em 2016 por seleção de reingresso/aproveitamento de estudos e além de estudante, Margareth é servidora da Uerj.
A FCS não é o primeiro contato de Margareth com a comunicação. Antes de ingressar no curso de Relações Públicas da Uerj, a servidora se formou em Publicidade e Propaganda pela UFF em 1997 e chegou a atuar por cerca de 20 anos, trabalhando em grandes empresas. Foi no mercado de trabalho que ela descobriu seu interesse por relações públicas. No entanto, por morar em Niterói e com um filho pequeno em casa, a profissão dos sonhos estava muito distante da realidade naquele momento.
Foi somente quando ela entrou para a Uerj como servidora que a oportunidade de seguir aquele sonho antigo surgiu. Quando Margareth veio para a universidade, ela já tinha tido contato com o mundo universitário e sua impressão da Uerj era muito boa, mas conhecer esse novo espaço acadêmico ainda foi uma experiência muito marcante para ela. Um dos pontos que mais a impressionaram foi a política inclusiva e acolhedora da universidade. “Tudo que a Uerj tem de inclusão, de preocupação com a sociedade, tudo isso eu acho muito maravilhoso”, conta ela.
Ao longo dos anos, a faculdade que Margareth conheceu se transformou, mas, para ela, a essência permanece a mesma. “São as pessoas que fazem a faculdade. E na faculdade as próprias pessoas mudam.” Anualmente, pessoas novas entram e saem, e é o conjunto dessas experiências de tantos indivíduos que acaba moldando o próprio curso. Ao longo dos seus anos de estudo e serviço, a servidora conheceu muitas pessoas incríveis e há algumas amizades que, segundo ela, permanecem e que constituem uma parte saudável do caminho.
A discente compartilha que, atualmente, seu principal objetivo é concluir o curso, tarefa que às vezes acaba sofrendo complicações diante de demandas pessoais e familiares. Mesmo assim, Margareth segue determinada a se formar e sabe o próximo passo na sua trajetória: “Eu ainda pretendo fazer mestrado.” O fato de trabalhar e estudar é, para a servidora, um fator positivo em sua vida, que permite que ela continue sempre buscando atualização na sua área, principalmente diante de tantos avanços tecnológicos. E a Faculdade de Comunicação Social da Uerj foi o local que ela escolheu para dar esse passo.
Gustavo e Margareth são dois exemplos de pessoas que foram atravessadas pela FCS. Mas ao caminhar pelo décimo andar do prédio da Uerj e do lado de fora dos portões da instituição, muitos outros nomes também fizeram parte da história dessa faculdade. Várias outras pessoas também fizeram amigos, comeram no bandejão e lutaram para perseguir uma educação de qualidade. A FCS completa 40 anos e, ao longo dessa jornada, muitos estudantes caminharam juntos com ela, ajudando a construir e a contar essa história.








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