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#PersonagensdaUerj: Beatriz Bonancin: A mulher por trás Do Yoshi

  • Foto do escritor: Comunica Uerj
    Comunica Uerj
  • há 6 dias
  • 5 min de leitura

Por: Luiza da Costa


Foto: Arquivo Pessoal

Beatriz fantasiada de Yoshi na Uerj e sem fantasia no Jucs de 2023. 


Estudante de Jornalismo na Uerj, nascida em Niterói e atual presidente da Associação Atlética de Comunicação e Artes (Aaca), Ana Beatriz Bonancin, de 24 anos, é a voz — e o carisma — por trás do mascote Yoshi. Após encarar cerca de 900km de distância e um recomeço acadêmico para realizar o sonho de estudar no Maracanã, Bia transformou sua paixão pela cultura universitária em liderança na Aaca. Entre ritmos de bateria, fantasias lendárias e conquistas profissionais, ela compartilha como a universidade e a atlética mudaram completamente o rumo da sua história.


Quem é a Ana Beatriz?


Sou Ana Beatriz Bonancin, tenho 24 anos e faço jornalismo na Uerj. Apesar de ser nascida e criada em Niterói, onde moro até hoje, eu nunca cogitei estudar na UFF. Durante a época de escola, eu fazia aulas particulares voltadas especificamente pro vestibular da Uerj e não ligava tanto assim para a Prova do Enem. Meu ano de vestibular foi na pandemia, então independentemente da faculdade que eu passasse, estudaria on-line. Como o resultado do Enem saiu bem antes do resultado da Uerj naquele ano, eu comecei a estudar Jornalismo EAD na Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg). Quando a primeira classificação da Uerj saiu eu vi que não passei e não continuei na lista de espera, porque já estava estudando e tinha planos pra fazer a transferência depois. Isso foi em 2021, e em 2022 tudo voltou para o presencial, não teve prova de transferência naquele ano e eu fui morar sozinha no interior de Minas Gerais, porque nem mesmo 900km de distância me fariam desistir do meu sonho. Vivi o melhor ano da minha vida na Uemg, mas sabia que naquela cidadezinha do interior não tinha oportunidade de crescimento. Então fiz a prova de transferência para Uerj e passei em primeiro lugar para 2023.1. Ao contrário do que eu imaginava, eu não continuaria a faculdade do mesmo lugar que eu parei, então ao invés de ir pro quinto período, voltei para o primeiro.


Qual é a sua relação com atléticas?


Meu primo quase irmão começou a fazer Engenharia na UFF no ano de fundação da atlética Dragões da UFF. Ele ia para o Intereng, organizava festas, usava os produtos da Dragões e eu, mesmo com 10 anos, já observava essa movimentação. Alguns anos depois, em 2016, meu irmão também entrou na UFF, mas para cursar Turismo, e logo se tornou diretor de eventos da atlética. Ele organizava choppadas, ia para o Humaníadas e Supercopa, tinha todos os produtos da atlética em casa, pintava barba e cabelo de azul e tudo mais. Com eles eu sempre vi de perto a vivência de atlética, mas ainda tem meus primos do interior, que fizeram a Unesp, moravam em república, tinham banda, nadavam na tinta e faziam todas essas coisas de jogos universitários raiz. Acabou que eu sempre fui inserida nessa cultura, e a primeira coisa que eu fiz quando as aulas na Uemg voltaram a ser presenciais foi me inscrever no processo seletivo da atlética, antes mesmo de me mudar pra lá, e passei para diretora de esportes. Lá também tive meu primeiro contato com bateria universitária, apesar de viver de escola de samba aqui no Rio de Janeiro, e aprendi a tocar meus primeiros instrumentos. Na atlética de que eu fazia parte lá, era a unificada de todos os cursos da Uemg da cidade de Passos, e nós disputávamos um dos maiores jogos universitários do país. Entre choppadas todo final de semana, eu organizava o esportivo da atlética para chegar preparado para esse campeonato, e foi o melhor Jogos a que eu já fui na vida. Pela bateria, eu disputei um Jogos Universitários só de bateria, viajamos para Franca, em São Paulo, ficamos em barraca, tinha festa e tudo como um Jogos de esportes normal, mas a única modalidade era bateria. Eu nunca vi nada igual.


Quando você começou a estudar na Uerj? Qual sua relação com a Uerj?

Quando finalmente cheguei à Uerj, a primeira coisa que eu fiz quando me jogaram no grupo de calouros foi perguntar ‘Cadê o grupo da bateria?’ E assim eu comecei minha jornada na Aaca. Fui a única pessoa tocando tamborim em uma bateria de 5 integrantes com apenas 2 meses de ensaio antes do Jucs 2023. Foi caótico, mas apaixonante. Voltei de Vassouras com pessoas me perguntando se eu era diretora de torcida ou até presidente da atlética, mas ainda não era nada, até que fui convidada para ser coordenadora de comunicação. A partir daí, eu comecei a vestir a fantasia do Yoshi para divulgar tudo que a atlética fazia. Era sempre eu a única corajosa a entrar naquela roupa que não era lavada há 10 anos e já tinham encontrado até aranha dentro. Conforme os anos e os Jucs foram passando, fui me dedicando cada vez mais a atlética e subindo de cargo, me tornei coordenadora de comunicação, vice-presidente e agora atual presidente.


Qual é a sua relação com a atlética e qual é a sensação de ser o Yoshi?


A Aaca mudou completamente a minha história dentro e fora da Uerj. Os empregos que eu tenho hoje, só consegui por fazer parte da atlética, por ter feito algo dentro da atlética que chamou atenção de empresas diferentes. A Aaca abriu inúmeras portas para mim, tanto que o Jucs, que eu lutava para pagar o pacote, hoje em dia eu sou uma das responsáveis pela empresa que faz o Jucs e tantos outros jogos universitários acontecerem. Hoje eu trabalho com o esporte no Flamengo, que foi o que eu sempre sonhei, por que a pessoa que me contratou me achou através do perfil da Aaca. Tantos amigos queridos e importantes só chegaram a minha vida através da atlética, não só de dentro da Uerj, mas também as relações que eu construí por fora, em integrações com outras atléticas, jogos, eventos, reuniões, treinos etc. Eu afirmo com toda certeza do mundo, hoje em dia a minha vida estaria completamente diferente se eu não tivesse entrado na atlética, e eu não me arrependo nem um pouco disso. Eu sou eternamente grata pelas pessoas que me apresentaram a essa instituição, que me venderam a minha primeira caneca, que estiveram comigo desde o primeiro Jucs e que me permitem cuidar dessa instituição que representa tanta gente. Eu cuido com todo o amor do mundo.


Você tem alguma história curiosa ou interessante relacionada à Uerj?


A minha história curiosa acho que foi quando eu me tornei veterana, em 2024, e tive a função de ficar olhando as listas de classificação do vestibular da Uerj para achar os meus calouros. Quando estava na fase das listas de espera, eu achei estranho a quantidade de listas de espera que saíam, era mais do que eu imaginava. Então me despertou a curiosidade, e eu fui ver as listas de espera do ano em que eu fiz o vestibular para Uerj, em 2021, e descobri que minha nota tinha passado na lista de espera, mas eu já estava tendo aulas on-line na Uemg e nem percebi. Ou seja, eu estudei 2 anos em outra faculdade, a fim de fazer a prova de transferência para estudar na Uerj, sendo que eu poderia ter estudado aqui desde o ano que eu saí do ensino médio.


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