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Dia dos pais na Uerj

  • Foto do escritor: Comunica Uerj
    Comunica Uerj
  • 12 de ago.
  • 3 min de leitura

Neste Dia dos Pais, conheça a rotina de alunos que dividem o tempo entre paternidade, estudo e a experiência de viver a universidade com os filhos


Por: Júlia Martins


Foto por Felipe Borges

José Lima, calouro de filosofia, e o filho Felipe Borges, calouro de jornalismo
José Lima, calouro de filosofia, e o filho Felipe Borges, calouro de jornalismo

Para muitos, o segundo domingo de agosto vai além de uma data criada para o comércio. O dia 9 de agosto também significa agradecer e reconhecer a importância dos pais na vida dos filhos. Para alguns alunos da Uerj, a data também ganha um novo significado, com alguns comemorando essa data como pais e outros que dividem a universidade com seus filhos. Neste Dia dos Pais, o COMUNICA conheceu alguns desses estudantes para entender como é a rotina de um pai/estudante e a importância desse dia. 


Ser pai não é fácil, e com uma rotina de estudos intensa, fica ainda mais difícil. O calouro de jornalismo Rafael Maia tem uma filha de 1 ano e enfrenta uma tripla jornada, com as aulas, os cuidados da bebê e seu trabalho como técnico de iluminação em eventos. Ele sempre tenta organizar os horários de estudo de acordo com o sono da criança. Apenas quando ela está dormindo, ele consegue estudar e colocar os trabalhos em dia. Rafael também tenta conciliar a rotina dividindo os cuidados com sua esposa e família, mas muitas vezes isso não é possível, e ele precisa levar sua filha para as aulas: “Como toda criança, ela não fica parada, então preciso sair da sala de aula muitas vezes.” 


Desde 2022, a Uerj oferece o Auxílio Primeira Infância (API) para estudantes que sejam pai ou mãe de crianças com até 6 anos e 11 meses de idade. Para receber o auxílio, é necessário comprovar ser o responsável legal pela criança e estar regularmente matriculado, com presença acima de 75% em pelo menos 3 disciplinas obrigatórias. A medida foi criada com o objetivo de reduzir a evasão desses alunos e tornar o ambiente universitário mais acessível. Embora o auxílio à maternidade da Uerj seja o maior entre as universidades públicas do Estado, muitos passam pela mesma dificuldade que Rafael: ter que levar a criança para a faculdade quando não há com quem deixar. Com a ausência de um espaço acolhedor para elas, a universidade ainda não é um lugar acessível para esses estudantes: “Acho que falta um espaço para acolher as crianças dos pais e mães que precisam trazer seus filhos para a universidade, seja com cuidadores ou um sistema de creche. O formato da sala de aula não é nada acolhedor para as crianças” completa Rafael.


   Foto por Rafael Maia

 Rafael e sua filha Amora no hall do 10º andar
 Rafael e sua filha Amora no hall do 10º andar

A universidade também se tornou mais um dos lugares compartilhados por José Lima, 63, e seu filho, Felipe Borges, de 19 anos. Felipe é calouro de jornalismo e escolheu a Uerj pelo destaque da instituição no jornalismo esportivo, enquanto José é calouro de filosofia. Seu pai diz que optou pela instituição pela qualidade do ensino, e que os estudos do filho para o vestibular o motivaram de alguma forma a voltar a estudar: “É minha segunda graduação. Ajudando ele nos estudos, brotou a pergunta: ‘Por que não?’”  Ele diz que como pai é uma dupla satisfação estudar na Uerj junto de seu filho. As grades de horário são diferentes e cada um consegue aproveitar a universidade do seu modo, mas sem perder a chance de passar um tempo juntos. Felipe descreve a experiência como algo único: “Pude comer no bandejão com meu pai, voltar com ele para casa e dividir questões de estudo.” Além disso, como o curso de jornalismo tem filosofia na grade, ele imagina que eles poderão se ajudar mais nos estudos futuramente. 


O feriado pode ter diversos significados. Para Rafael, após a perda do pai em 2020, a data se tornou algo triste que ele evitava. Mas com o nascimento de Amora, ele pôde comemorar o seu primeiro Dia dos Pais como pai ano passado, e ressignificou a data: “Poder estar presente para a minha filha, aprender com meu pai aquilo em que ele foi bom e pôde me proporcionar, mas também aquilo que ele não pôde me proporcionar.” Ele também descreveu que consegue se sentir mais próximo do pai ao experienciar a paternidade. José diz que uma única palavra consegue exprimir todo o sentimento do dia: gratidão. Para Felipe, o feriado representa mais um dia para ser grato pelo seu pai e por tudo que aprendeu com ele: “A oportunidade de agradecer, como todos os dias, ao meu pai pela pessoa que é e a pessoa que me ensinou a ser.”


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