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Biodiversidade habita a Uerj

  • Foto do escritor: Comunica Uerj
    Comunica Uerj
  • 7 de ago.
  • 2 min de leitura

Variadas espécies de animais que integram o Campus Maracanã formam um ecossistema repleto de curiosidades.


Por: Arlette Maria


Foto: Arlette Maria

Dupla de micos passeiam pela flora local.


O Campus Maracanã da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) funciona como um ecossistema local por reunir a fauna silvestre, os animais domésticos e a comunidade acadêmica, desenvolvendo uma dinâmica ecológica complexa e urbanizada. Ao reunir diversos grupos de diferentes espécies, o território contribui diariamente para a preservação da biodiversidade, determinando também um sistema interligado à flora nativa.


As áreas arborizadas do campus se estabelecem como um refúgio e fonte de alimentação para diversas espécies de pássaros, o que possibilita o convívio com beija-flores, bem-te-vis, sanhaços e pardais.


Além destes, há a presença dos animais aquáticos, como as carpas, que vivem ao redor da Capela Ecumênica, e dividem o território com tilápias, cascudos-grandes e peixes-barrigudinhos. O local é conhecido como um dos principais pontos de contemplação e de registros fotográficos, atraindo a atenção dos universitários.


Foto: Arlette Maria

Capela Ecumênica e o lago das carpas.


Em entrevista com Hugo Ricardo S. Santos, biólogo do Departamento de Zoologia do IBRAG/Uerj, foi possível identificar algumas das espécies, como aves e gambás, que já habitavam a localidade antes mesmo da construção do Campus Maracanã. A partir da urbanização deste ecossistema, houve a alteração do habitat natural, o que desencadeou a presença de animais introduzidos, como cães, gatos e ratos, ampliando a biodiversidade e as adaptações do território.


O entrevistado ainda destaca que essa modificação afeta diretamente o sistema da cadeia alimentar dos animais silvestres que são constantemente alimentados por humanos, como os gambás, desregulando o funcionamento de um ecossistema que se mantinha de forma natural, o que desenvolve um habitat artificial repleto de características alteradas pelo meio urbano.


Ele menciona ainda espécies variadas que convivem no campus e são divididas em grupos de vertebrados e invertebrados.


No conjunto dos vertebrados, estão os mamíferos, compostos por mico-estrela, morcegos, cães e gatos. Também existe uma quantidade significativa de aves, contando com tucanos, canários da terra, andorinhas e gaviões carcará.

Já no grupo dos invertebrados há os moluscos, como caracóis de jardim e lesmas, e os insetos, tendo como exemplos as baratas silvestres e as abelhas sem ferrão.


Carlos Roberto Alves Geremias, estudante do curso de Jornalismo, afirma que o contraste entre a arquitetura da universidade e a natureza do campus cria um ambiente agradável, além de proporcionar boas experiências durante o dia a dia na universidade: “É um sentimento muito bom! Por exemplo, eu não pego elevador, vou sempre de escada. Então, vou subindo de andar em andar e vejo os passarinhos posando pra lá e pra cá. Tem as maritacas, tem os periquitos… É bicho à beça que a gente vê! Eu acho isso muito legal, fico muito encantado.”


Foto: Arlette Maria

Banoffe, cão comunitário que habita o Campus Maracanã.


Foto: Vitor Allam (LERC)

Bem-te-vi, pássaro típico da região.


Foto: Vitor Allam (LERC)

Canário-da-terra-verdadeiro.

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