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Xilogravura na Uerj: oficinas possibilitam contato com as mais diversas formas de arte

  • Foto do escritor: Comunica Uerj
    Comunica Uerj
  • 28 de out.
  • 3 min de leitura

Por Luiza Lara



Reprodução: Julia Hosana

Gravura feita por Julia Hosana na oficina de xilogravura.
Gravura feita por Julia Hosana na oficina de xilogravura.

Na Coart, Centro Cultural da Uerj no Campus Maracanã, são oferecidas oficinas autofinanciadas de diferentes expressões artísticas e entre elas está a de xilogravura. Passando por dois módulos diferentes, a oficina tem como objetivo ensinar técnicas de criação, projeto, impressão, reprodução e apresentação do trabalho, desenvolvendo as técnicas e apresentando possibilidades na linguagem da gravura, como descrito no edital. O primeiro módulo começa de forma introdutória, enquanto o segundo é voltado para pessoas que tenham tido contato prévio com a xilogravura.


Do entalhamento da madeira e “carimbo” podem nascer diferentes marcas da arte; o contato do relevo preenchido por tinta com superfícies como papel e tecido pode estampar fortes expressões culturais, carregando em seu DNA tradição milenar da China, onde nasceu, e de Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil: a literatura de cordel.


Enquanto uma pessoa que se interessa por artes manuais e gosta de desenvolver diferentes hobbies, utilizando muitas vezes de ideias da internet como inspiração, não me recordo de já ter passado por algum vídeo ou matéria que incentivasse conhecer mais a xilogravura, apesar de ela ser tão relevante para a história artística do Brasil, no cordel, como já citado, e com influência de grandes figuras como a de Tarsila do Amaral. Dessa reflexão surgiu a curiosidade de saber mais sobre a presença da oficina na universidade.


Em entrevista ao COMUNICA UERJ, Julia Hosana, participante da oficina, afirmou observar que, para além de pesquisas científicas, a universidade tem dado destaque para a cultura brasileira e desempenha importante papel no despertar artístico de muitos jovens, mesmo quando não são estudantes de graduação na instituição, como é o caso dela. Ter acesso às aulas por preço mais acessível do que em outros lugares impulsionou a realização de uma vontade que ela já tinha, “Xilogravura foi de cara a minha escolha quando tive que fazer a opção por uma oficina, pois uniria tudo aquilo que eu mais vejo que faz sentido para a minha arte: me conectar com a história da arte desde os primórdios e poder gravá-la em matéria orgânica”, acrescentando que as questões sociais são centrais nas discussões que acontecem durante as aulas.


“As oficinas são ricas em técnicas, mas além disso são ricas em pessoas partilhando suas histórias, a visão delas de mundo e como expressam isso em arte, além da técnica. Tenho vivido grandes dilemas pessoais internos a cada aula, e temos a oportunidade de partilhar um pouquinho do que se passa na nossa mente e no nosso coração a respeito do que é a vida, a arte, do que isso representa para cada um de nós” contou Julia. A afirmação ilustra o fato de que arte deve ser vista de maneira complexa e além da superfície, sendo uma expressão de todas as camadas da vida e, sobretudo, da vida em conjunto, tornando o olhar atento para o que acontece além de si próprio.


É muito importante que a universidade possibilite aprendizados como esse para as comunidades externa e interna. Para esta colunista, surge o lembrete de que a Uerj é um ambiente rico em atividades culturais e de diversas expressões artísticas, e de que, quando possível, é também necessário saber aproveitar as oportunidades existentes no espaço universitário para além da realização do que é obrigatório.


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