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UERJBotz transforma robótica universitária em inovação, competição e impacto social

  • Foto do escritor: Comunica Uerj
    Comunica Uerj
  • 11 de ago.
  • 3 min de leitura

Por: Renan Mariath


A robótica tem se consolidado como uma importante ferramenta de inovação e formação profissional dentro das universidades brasileiras. Na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), esse papel é desempenhado pela UERJBotz, projeto de extensão que reúne estudantes interessados no desenvolvimento de robôs para competições e na promoção do ensino de tecnologia para a comunidade. Mais do que construir máquinas, a equipe busca proporcionar aprendizado prático, estimular o trabalho em equipe e aproximar a robótica de jovens estudantes por meio de ações de extensão.


Na UERJBotz, os integrantes participam ativamente de todas as etapas de desenvolvimento dos robôs, desde a construção da estrutura física até a manutenção e a programação dos sistemas. A proposta permite que os estudantes coloquem em prática os conhecimentos adquiridos em sala de aula, enfrentando desafios reais de engenharia, automação e tecnologia.


Matheus Baima é integrante da equipe e, na sua visão, a experiência vai muito além do desenvolvimento técnico. "O estudante que ingressa na UERJBotz ganha inúmeras oportunidades como aplicar na prática seus conhecimentos teóricos, acesso a aulas, mentorias voltadas à robótica e networking com outros engenheiros e equipes de robótica", afirmou o jovem. Para ele, a vivência dentro do projeto contribui tanto para a formação acadêmica quanto para a preparação para o mercado de trabalho.


A equipe atua em diferentes modalidades de robótica competitiva, cada uma com características próprias. Entre elas está o Mini Sumô, em que robôs equipados com lâminas têm como objetivo empurrar o adversário para fora de uma arena circular, podendo ser controlados por rádio ou operar de forma autônoma por meio de sensores. Outra categoria é a de Combate, na qual robôs se enfrentam utilizando diferentes tipos de armamentos, como lâminas giratórias e mecanismos de impacto de alta velocidade.


Também integra o projeto a categoria Cupins, modalidade de combate na qual a estrutura do robô deve ser construída inteiramente em MDF (painel de fibras de madeira de média densidade, amplamente utilizado na fabricação de móveis), enquanto a arma pode ser produzida em acrílico, materiais como PLA e TPU e também em MDF. Entre os destaques da equipe está o robô Dracarys, conhecido por utilizar um sistema capaz de lançar chamas durante as disputas, respeitando as regras específicas da categoria. Já nos Seguidores de Linha, os estudantes desenvolvem robôs autônomos programados para identificar e percorrer trajetos demarcados no solo utilizando sensores ópticos, microcontroladores e motores.


Além das competições, a UERJBotz amplia sua atuação por meio do projeto Meu Primeiro Robô (MPR), iniciativa de extensão voltada para estudantes de escolas públicas de ensino médio. A ação promove oficinas e atividades que apresentam conceitos de tecnologia, programação e robótica, incentivando o interesse pela ciência e aproximando os jovens do ambiente universitário.


Os estudantes da Uerj interessados em fazer parte da equipe podem ingressar por meio do processo seletivo promovido pelo projeto. A seleção é aberta a cada período letivo e oferece vagas para diferentes funções dentro da UERJBotz. As inscrições podem ser realizadas por meio do link disponibilizado no perfil oficial da equipe no Instagram.


Ao reunir ensino, pesquisa, extensão e desenvolvimento tecnológico, a UERJBotz demonstra como a universidade pode transformar conhecimento em experiências práticas e de impacto social. Ao mesmo tempo em que prepara seus integrantes para desafios profissionais por meio da robótica competitiva, o projeto também contribui para despertar o interesse de novos estudantes pela tecnologia, reforçando o papel da Uerj como espaço de inovação, formação e aproximação com a sociedade.



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