Todo fim tem um começo, um meio… e este é o nosso
- Comunica Uerj

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Atualizado: há 4 dias
Colunistas de esporte da gestão 2025.2 se despedem com carinho do COMUNICA
Por: Luis Felipe, com colaboração de Ana Luiza e Isabella Topfer
Imagem: Stock Snap - Pixabay

Após um semestre à frente do COMUNICA UERJ, a atual gestão se despede dos cuidados com o portal de notícias e passa a responsabilidade para os estudantes do próximo semestre da disciplina Laboratório de Jornalismo I. Durante quatro meses, a incumbência da Coluna de Esportes ficou a cargo de Ana Luiza, Isabela Topfer e de mim, Luis Felipe. No texto de hoje, contamos como percebemos que queríamos trabalhar com Jornalismo Esportivo e qual coluna mais gostamos de escrever.
Ana Luiza
A minha paixão veio de forma gradual. No início, comecei a acompanhar na tentativa de me encaixar em meio aos meus primos e, com o tempo, passei a enxergar o futebol não apenas como hobby, mas também como um caminho profissional. Uma virada de chave importante na minha trajetória foi entender o esporte não só como competição, mas como campo social, político e cultural — totalmente ligado ao clube para o qual torço. Foi observando esse potencial que percebi que queria trabalhar com Jornalismo Esportivo. Aquilo que antes era apenas interesse virou uma possibilidade concreta de carreira e, hoje, me encontro cursando Jornalismo na Uerj.
No COMUNICA UERJj, tive a chance de transformar esse interesse em prática. Entre as colunas que produzi, a que mais gostei de escrever foi a que tratava da precariedade da estrutura do futebol feminino no Flamengo, a partir das críticas feitas pela jornalista Renata Mendonça. O que tornou esse texto especial foi o contraste entre o elenco masculino, com todos os seus privilégios, e as dificuldades enfrentadas pelas atletas — uma realidade que raramente ocupa os principais espaços da mídia esportiva.
Isabella Topfer
O esporte está presente na minha vida desde que nasci. Meu pai sempre foi corintiano roxo e fã de Fórmula 1, então cresci acompanhando e amando futebol, além de gostar muito de automobilismo, mesmo sem acompanhar com a mesma intensidade. Como sempre amei futebol, mas nunca fui muito boa jogando, sempre me disseram que eu deveria ser jornalista esportiva, porque também sempre gostei de me comunicar e de acompanhar notícias — não só sobre esporte.
Desde que entrei na faculdade, me apaixonei pelo jornalismo como um todo, mas nunca deixei de focar no esporte e, quando cheguei ao COMUNICA, decidi participar da Coluna de Esportes. A experiência de escrever essas colunas foi incrível, e é até difícil dizer de qual mais gostei de produzir. Escrevi três colunas envolvendo automobilismo e elas reacenderam esse amor que eu sempre tive, mas que fica atrás do futebol. Ainda assim, acredito que minha favorita foi “Crianças no esporte: infância perdida ou investimento para a vida?”. Na produção desse texto, tive a oportunidade de conhecer novas histórias e revisitar outras que já conhecia sob uma nova perspectiva. Foi muito legal saber mais sobre a trajetória do João, um jovem piloto de kart, e receber um feedback tão positivo de seus pais. Senti que estava fazendo um trabalho importante e útil.
Luis Felipe
É muito difícil esquecer o dia em que decidi que seria jornalista. Estava deitado no sofá em um dia qualquer da semana, fingindo estar doente para não ir à escola e poder passar a tarde vendo os jogos da Copa do Mundo de 2014. Toda vez que a música tema tocava e aquele menininho no alto da favela olhava para o mundo celebrando no Rio de Janeiro, algo em mim já se movia. Ali veio a certeza de que queria trabalhar com isso, participar daquela festa de alguma forma.
Entretanto, ao longo da vida e, principalmente, da graduação, fui pensando que talvez não quisesse mais atuar nessa área e, inclusive, relutei em escolher a Coluna de Esportes para a disciplina. Contudo, segundos após o professor perguntar quem se interessaria em embarcar nessa jornada, muitos colegas me olharam quase instantaneamente, como se fosse óbvio que eu deveria estar ali.
Não vou mentir: eu estava desanimado e achava que seria apenas questão de tempo até decidir seguir outros assuntos, porque já não parecia tão “minha vibe” falar sobre esporte. Porém, a vida nunca é como imaginamos. Ao começar a escrever quase toda semana, conversar com meus colegas e, principalmente, depois de escrever minha segunda matéria para o COMUNICA — “Apesar da identidade secreta, seu herói ainda é humano” — me vi novamente como aquele menino empolgado com a música da Copa, deitado no sofá. O esporte, com certeza, tem algo de mágico que mobiliza tantas pessoas, inclusive a mim. O período no portal reacendeu um amor que estava apagado, e sou muito grato por isso.
Considerações Finais
Como eu fui o primeiro a escrever para a coluna, seria o responsável por encerrar nossa pequena contribuição na história do portal. No entanto, não seria justo com minhas colegas não dividir este espaço pela última vez, agora de forma materializada nesta coluna.
Todo este semestre — com reuniões de pauta às segundas-feiras e o desafio constante de pensar em novas perspectivas sobre o esporte — deixará saudades, mas também muitos aprendizados que levaremos para a vida profissional. Obrigado a todos que nos leram ao longo deste tempo e ao professor Sérgio Souto por todo o ensinamento repassado.
Aos novos integrantes do COMUNICA que vierem dar uma olhada para se inspirarem: não tenham medo de se arriscar e desenvolver a escrita de vocês. A faculdade é para isso! Estarei lendo, com toda certeza, o que vocês produzirem — e feliz por ver nossas histórias se cruzarem.








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