Raízes que resistem: a força viva da cultura popular brasileira
- Comunica Uerj

- 5 de nov.
- 2 min de leitura
Evento na Uerj e UFF destaca ancestralidade e comunicação como formas de resistência
Por: Gabriel Gatto
Durante a última semana, a cultura popular brasileira voltou ao centro dos debates com o FolkCom 2025, conferência realizada na Uerj e na Uff, que trouxe como tema “Raízes do Presente, Futuros Ancestrais”. O encontro reuniu pesquisadores, artistas e comunicadores para discutir como a ancestralidade e a comunicação popular seguem sendo estratégias de resistência e afirmação identitária no país.
Reprodução: arte de Lorena Herrero e logo de Anderson Awvas

Mais do que um tema acadêmico, o diálogo entre cultura e ancestralidade reflete práticas vivas que atravessam gerações. Do jongo ao maracatu, das batalhas de slam às de rima nas periferias urbanas, manifestações que nasceram da oralidade e da coletividade continuam se transformando, ganhando novas linguagens e ocupando espaços nas escolas, nas ruas e no meio digital.
Em tempos de globalização e algoritmos, manter vivas as raízes culturais é também um ato político. Nas redes sociais, criadores de conteúdo têm usado o audiovisual para difundir saberes tradicionais, denunciar apagamentos históricos e conectar passado e futuro. Essa presença digital tem ampliado o alcance da cultura popular, transformando a ancestralidade em linguagem contemporânea.
Ao mesmo tempo, coletivos culturais, blocos de rua e grupos artísticos fortalecem o vínculo entre memória e território, levando a arte popular para dentro das universidades e para além das galerias. A cada roda, canto e performance, reafirma-se que a cultura popular não pertence ao passado, ela é presente e está em constante movimento.
O próprio tema da Folkcom 2025 — “Raízes do presente, futuros ancestrais” — propõe pensar a cultura não como herança imutável, mas como processo contínuo de reconstrução. Em um país marcado por desigualdades e apagamentos, revisitar tradições culturais é também um modo de recontar a história sob outras vozes, reconhecendo saberes que sempre existiram, mas nem sempre foram ouvidos.








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