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Bastidores de um semestre no COMUNICA

  • Foto do escritor: Comunica Uerj
    Comunica Uerj
  • há 8 minutos
  • 3 min de leitura

Quando as histórias encontram quem as conte


Por: Geovana Costa


O fim do semestre está chegando e, com ele, os corredores da Uerj começam a se esvaziar. No alto do edifício, que neste ano completa 75 anos, há um corredor que abriga três cursos: de um lado, Psicologia; do outro, Relações Públicas e Jornalismo. Entre esses estudantes de jornalismo, uma turma de 19 membros acompanhou o passar das semanas com outros olhos. O barulho foi diminuindo, as reuniões ficaram mais rápidas e, numa segunda-feira qualquer, a correria que tomou conta do veículo comandado pelo professor Sérgio Souto começou a virar lembrança — algumas engraçadas, outras cansadas, mas certamente compartilhadas.


Reprodução: Carlos Roberto

Última aula com parte dos integrantes do COMUNICA
Última aula com parte dos integrantes do COMUNICA

Ao longo do semestre, esses estudantes viveram muitas experiências: dividiram pautas, dúvidas e descobertas. Foi um processo cansativo, mas de ótimo resultado. Mesmo com entrevistas desmarcadas e textos que precisavam de ajustes até o último minuto, saíram 56 reportagens, 14 colunas fixas e quatro edições do Comunica Vê o que a Uerj Curte, quadro que migrou das redes para o site. Uma matemática simples, mas um trabalho que quem esteve por trás dificilmente esquecerá.


Olhando para trás, é possível enxergar quase uma linha do tempo: da primeira semana, quando tudo parecia improvável, até a última, quando os estudantes saíram um pouco mais confiantes. Cada reportagem exigia um planejamento diferente e um novo jeito de olhar o mundo. Como o professor repetia, “tudo pode virar pauta” — e virou. Surgiram temas de todos os tipos, de relacionamentos a debates mais sérios, como tarifa zero. Nas colunas, foi possível notar, junto de quem escrevia, as mais diversas formas de se expressar.


Outro ponto essencial foi o trabalho de comunicação do próprio veículo, que, a cada ano, se aprofunda mais no universo digital — e isso foi feito com muita destreza. O planejamento partiu de um trio que trouxe novas ideias e ressignificou o COMUNICA.


Nos bastidores, nasceu o Comunica Andares, apresentado por Miguel Ferreira, um dos personagens de destaque do semestre. Ele conta que viveu uma rotina corrida, mas extremamente positiva. Além de apresentar o quadro, Miguel corrigiu matérias de colegas e guardou como especiais a coluna de Gabriel Gatto, chefe de reportagem, sobre o álbum Caju, de Liniker; e a coluna de Carlos Roberto sobre as mães da Uerj. Entre os textos que escreveu, sua favorita foi a reportagem sobre o Xodó Uerj, projeto de dança formado por estudantes da universidade.


No meio das publicações, um personagem marcou presença constante: o estudante de Relações Públicas Gustavo Fontenelle, que circulava pelo corredor, ajudava no que fosse preciso e acabou aparecendo em diferentes momentos do semestre, quase um figurante ilustre do COMUNICA: “Além de poder ajudar no conteúdo de vocês, todo convite para participar é como uma prova de carinho e amizade que temos um pelo outro”, relata. Gustavo revela que gostou de contribuir para as matérias de Isabella Topfer, sobre a comunidade surda, e a coluna de Alexandre Augusto sobre a operação do dia 28 de outubro. Gustavo completa revelando que gostou de participar dos vídeos sobre “performáticos” e dos filmes assistidos


E quando o assunto são figuras marcantes, é impossível não citar a querida coluna de Personagens, comandada por um trio de colunistas que trouxe à tona histórias diversas e inesperadas. Entre elas, a estudante Sara, que substitui a titular da coluna, Beatriz Barbiere. Redatora ativa, ela escrevia reportagens, mas era na coluna que mais se encontrava. Nas reuniões, reforçava sua admiração pelo quadro, e contou que gostava de escrever personagens por poder conhecer pessoas e ouvir histórias que a lembravam do motivo de ter escolhido o jornalismo. “É aquela coisa de prestar atenção no outro, de transmitir uma história que não é sua”, explica.


A coluna que mais a marcou foi justamente sua primeira, um texto construído às pressas, depois que a entrevistada inicial recusou. Assim, Sara mudou de pauta e entrevistou Jeane, que acabou a emocionando ao confiar sua história de forma tão genuína. Além das colunas, Sara também produziu reportagens. Confessa que não imaginava a repercussão de sua matéria sobre o projeto de mandarim, e revela que o pessoal do projeto de coreano, outra matéria escrita, gostou tanto da sua presença que a convidou para escrever outra reportagem, desta vez sobre o livro que estavam prestes a publicar.


Entre acertos, tropeços e histórias que somente quem viveu entende, fica claro o que significou fazer parte desse ciclo. Opinião desta repórter e editora do semestre.


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