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Primeiro livro sobre história coreana em português é lançado na Uerj

  • Foto do escritor: Comunica Uerj
    Comunica Uerj
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

Atualizado: há 7 horas

O Evento foi uma iniciativa do ‘Kwenchana!’, o projeto uerjiano de ensino de língua e história coreana, e realizou debate sobre obra que amplia acesso à historiografia coreana.


Por: Sara Pimentel


Reprodução: Editora Crítica

Foto de capa do livro Filhos do Céu e da Ursa.
Foto de capa do livro Filhos do Céu e da Ursa.

Conta a mitologia coreana que, há muitos anos, uma ursa decidiu tornar-se humana. Durante cem dias, ela suportou a escuridão de uma caverna e renasceu como Ungnyeo, a mulher ursa que, ao se unir ao deus Hwanung, deu origem a Dangun, o primeiro ancestral do povo coreano.


Essa lenda inspirou o nome do livro Filhos do Céu e da Ursa, escrito pelo professor Emiliano Unzer e conta a história da Coreia desde o seu mito de fundação até os dias atuais. Promovido pelo projeto Kwenchana! e com apoio do Instituto Brasil-Coreia, o evento de lançamento da obra contou com a presença do autor, pesquisadores, estudantes e fãs da cultura coreana para discutir a obra, que promete ampliar o entendimento sobre a sua construção histórica.


O livro, que perpassa momentos como a ascensão de Joseon, a resistência à colonização japonesa e a divisão do território após a Guerra da Coreia, promete preencher uma de várias lacunas em fontes acadêmicas que, não apenas o Brasil, mas como em outros países no mundo tem com a historiografia coreana. A arte de capa foi ilustrada por Monique Pak, artista descendente de coreanos, escolha do autor especialmente pensada no respeito à cultura do país.


Emiliano Unzer é internacionalista pela UnB, doutor em História Social pela USP e estuda Ásia há 10 anos. Durante o processo de escrita da obra, Emiliano destacou que encontrou muitas narrativas enfatizando personagens masculinos e ele procurou evidenciar a situação das mulheres e as grandes personalidades femininas da história coreana.


Em entrevista ao COMUNICA, o autor comentou sobre a sua intenção com a obra: “Os livros introdutórios são importantíssimos, porque é o primeiro degrau para que alguém comece a se interessar por áreas que queira estudar mais ou pesquisar. Minha proposta foi muito pedagógica, no sentido de tornar isso mais acessível e uma leitura lúdica para entender o contexto histórico da cultura coreana que hoje é muito consumida.”



Foto 1: Reprodução - Sara Pimentel / Foto 2: Reprodução: Kwenchana - Instagram

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Na primeira foto, Sharleny, Fernanda, o professor André Bueno e o professor Davi Leal, presidente do Instituto Cultural Brasil Coreia e o autor Emiliano Unzer. E na segunda, um registro do debate sobre o livro
Na primeira foto, Sharleny, Fernanda, o professor André Bueno e o professor Davi Leal, presidente do Instituto Cultural Brasil Coreia e o autor Emiliano Unzer. E na segunda, um registro do debate sobre o livro

Para André Bueno, professor e orientador do “Kwenchana!”, a existência e o pioneirismo do projeto na Uerj são essenciais como polo de difusão da história da Ásia no Brasil. Ele ressalta algumas dificuldades na orientação e na coordenação, como financiamento e suporte das iniciativas e sobretudo, a aceitação: “O Brasil é um país que é asiático, africano, indígena, por sua natureza. Temos uma riqueza cultural muito forte advinda de muitos povos que um dia estiveram e ainda estão aqui. E esse reencontro com a Ásia é mais do que necessário. No entanto, a gente ainda esbarra em preconceito, ainda esbarra em perguntas como ‘Por que estudar Ásia?’ Então, esse tipo de iniciativa é de suma importância, porque estamos criando espaço de construção de experiências que servirão de referências no futuro.”



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