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Rapidez versus perigo: o quanto ir e voltar da Uerj de motocicleta é bom para os estudantes

  • Foto do escritor: Comunica Uerj
    Comunica Uerj
  • há 5 dias
  • 5 min de leitura

Por: Diego Oliveira 

  

Buscando praticidade e otimização do tempo gasto com o deslocamento diário, muitos estudantes da Uerj apelam para o uso de motocicletas a fim de ir e vir de suas casas para a faculdade. Quem opta por esse meio de transporte entende que o tempo perdido no trânsito pode ser minimizado, mesmo com os perigos gigantescos de percorrer distâncias longas em uma região como a cidade do Rio de Janeiro e seus municípios vizinhos, a bordo de um transporte tão instável. 

  

Antes dos anos 1970, no Brasil, ter uma motocicleta era sinal de riqueza e status, pois quem quisesse comprar um “brinquedinho” desses teria de apelar para a importação, visto que nenhuma marca fabricava o veículo em território nacional. 

  

Com o caos que se tornou o trânsito do Rio de Janeiro nos últimos vinte anos, as motos se tornaram uma opção para os estudantes da Uerj que querem ir e vir da universidade com rapidez, sem abrir mão do tempo de qualidade para desempenhar outras atividades. 

  

Mesmo com as motocicletas crescendo na preferência de transporte dos jovens estudantes da Uerj, os perigos inerentes à escolha desse veículo são os mais variados. Podemos citar como exemplo básico o risco de quedas por causa do péssimo estado de conservação das vias do Estado do Rio de Janeiro. As quedas podem ocorrer por causa da velocidade com que os condutores pilotam suas motos. Daí, ao bater em um buraco ou em uma ondulação no asfalto, o piloto deixa de ter o controle da motocicleta e, como diz o dito popular, vira passageiro do próprio veículo, caindo na via e correndo o risco de ser atropelado por carros, caminhões ou ônibus que estejam dividindo a pista com os motociclistas no exato momento do acidente. 

  

Além das quedas e atropelamentos provocados pelo estado de conservação das pistas fluminenses, a imprudência tanto dos motociclistas quanto dos motoristas de veículos de quatro ou mais rodas contribui para o assustador aumento do número de mortes e acidentes que vemos diariamente nos meios de comunicação, bem como durante o nosso próprio ir e vir do dia a dia. Não é nada incomum nos depararmos com casos motociclistas ou passageiros mortos nas pistas, ao lado de veículos completamente destruídos alguns metros adiante. 

  

A estudante do curso de Jornalismo da Uerj Ana Carolina Batista faz algumas vezes o percurso de ida e volta da universidade de motocicleta. Ela nos conta o desafio de utilizar esse meio para se deslocar. “É perigoso ir e voltar da universidade de moto. Muitas vezes, consideramos a motocicleta como meio de transporte justamente por ser uma alternativa mais rápida, prática e, em muitos casos, mais acessível. Quando moramos longe e precisamos acordar às 4h para cumprir nossas responsabilidades, a moto acaba parecendo uma solução para ganhar tempo e tornar o deslocamento mais viável. Ela proporciona autonomia e facilita muito a rotina.

  

Mas, ao mesmo tempo, é uma solução que envolve riscos. A motocicleta deixa o corpo do condutor muito mais exposto, e qualquer erro, seja do próprio motociclista ou de outro motorista, pode ter consequências graves. No trânsito, percebo situações em que a pressa acaba falando mais alto do que o cuidado. A preocupação em chegar no horário, o medo de se atrasar para o trabalho ou para algum compromisso fazem com que, muitas vezes, a segurança seja deixada em segundo plano. 

  

Também acredito que essa responsabilidade precisa ser coletiva. Não adianta falar apenas sobre o comportamento dos motociclistas, porque o trânsito é formado por diferentes pessoas e veículos. O respeito precisa existir de todos os lados. Ao mesmo tempo, os próprios motociclistas precisam entender que a agilidade da moto não significa que seja possível assumir qualquer risco. 

  

Vejo tudo isso como um reflexo de uma sociedade cada vez mais acelerada, em que existe uma necessidade constante de ganhar tempo, produzir mais e chegar mais rápido. A motocicleta acaba sendo, ao mesmo tempo, uma resposta a essa realidade e um meio de transporte que pode expor ainda mais o indivíduo aos riscos de um trânsito intenso. 

  

Por isso, acho que a discussão não deve ser sobre a moto ser boa ou ruim. Ela resolve problemas reais de mobilidade e facilita a vida de muitas pessoas, mas exige consciência, cuidado e respeito. A rapidez que torna a motocicleta tão atrativa não pode ser justamente o motivo para colocar uma vida em risco.”

  

Como podemos ver, a fala da nossa estudante foi bem justa e ponderada. Ela ilustra como a moto é um veículo viável para quem busca agilidade e praticidade. Mas, ao mesmo tempo, traz muitos riscos aos motociclistas por conta da imprudência de motoristas, pedestres e condutores de motos. 

  

Para os estudantes que vão e voltam da Uerj fazendo uso de motocicletas, o campus Maracanã conta com um amplo estacionamento que atende aos estudantes devidamente matriculados na instituição, a partir do terceiro período. Para você que quer começar a ir à Uerj devidamente motorizado, veja como se registrar. 

  

No campus Maracanã, o estacionamento é gratuito para toda a comunidade interna, inclusive para estudantes de carro e moto. Mas é preciso fazer cadastro. 

  

  

Como funciona hoje na Uerj: 

  

  1. Tenha o Cartão UERJ ativo 

  

O acesso ao campus é controlado por ele. Você faz pelo: 

  

  • Atualizar os dados no Aluno Online; 

  • Criar o ID Único e o e-mail institucional @uerj; 

  • Fazer o cadastro presencial no hall dos elevadores, Bloco F — térreo, no Maracanã, com RG e CPF. 

  

É o mesmo cartão que você usa no bandejão e na biblioteca. 

  

  1. Cadastro do veículo na Prefeitura dos Campi — Prefeitura Uerj  

  

É ela que controla o parqueamento. 

   

Você precisa ir à Prefeitura: 

  

  

Campus Francisco Negrão de Lima 

Pavilhão João Lyra Filho, R. São Francisco Xavier, 524, Bloco F — Térreo, Sala T137 

Tel.: (21) 2334-0257 

E-mail: prefei@uerj.br 

  

  

Geralmente, pedem: 

  • Cartão UERJ / comprovante de matrícula ativa; 

  • CNH; 

  • CRLV do carro/moto (se não estiver no seu nome, declaração do proprietário); 

  • Para moto: já entra direto nas vagas de moto no estacionamento interno, perto da entrada do estacionamento. 

  

  

  1. Na hora de entrar 

   

  • Acesso pelos portões da São Francisco Xavier e da Manoel de Abreu; 

  • Apresenta o Cartão UERJ na guarita/leitor. Se o carro já estiver cadastrado, a cancela libera; - A vaga é por ordem de chegada, não há reserva. Em dias de jogo no Maracanã, o acesso pode ser fechado. 

  

  

Seguindo o passo a passo, registrando-se devidamente, tendo um bom veículo e respeitando as regras sociais e, principalmente, as leis brasileiras de trânsito, você pode seguir seu caminho para ir e voltar da Uerj devidamente motorizado. 

  

Mas, como dizem aqueles avisos: dirija com cuidado, não utilize o celular ou outros aparelhos que tirem a sua atenção enquanto estiver no trânsito. Se dirigir, não beba e, se beber, não dirija. 

  

Por mais que esses avisos sejam muito comuns em propagandas, eles ainda salvam vidas. 


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