top of page

Quarenta anos de história e resiliência: o orgulho de ser Uerj

Foto do escritor: Comunica Uerj
Comunica Uerj
há 1 dia
4 min de leitura

Entre a adaptação do pós-pandemia, o malabarismo do mercado de trabalho e o afeto da convivência universitária, formandas da FCS relembram percalços e celebram o peso transformador de carregar o diploma da universidade no peito.


Por: Luiza da Costa


Foto: Carla Rocha

Carla Rocha em seu ensaio de fotos da formatura de 2026.


Entrar na Uerj é assinar um termo de compromisso, não apenas com a excelência acadêmica, mas com uma vivência que transforma vidas. Em 2026, quando a Faculdade de Comunicação Social (FCS) celebra quatro décadas de pioneirismo e impacto no jornalismo, nas relações públicas e na publicidade fluminense, a história da instituição ganha corpo nas trajetórias de quem se prepara para vestir a túnica e o capelo na cerimônia de formatura no final do ano.


A trajetória dos graduandos e graduandas que ingressaram em 2021 carrega uma marca única. Foi o ano da chegada em meio ao ensino remoto, do reencontro progressivo com os corredores do Maracanã a partir de 2022 e da inserção prematura no mercado de trabalho. Para estudantes como Andressa Zuza, de 24 anos, do curso de Jornalismo, e Carla Rodrigues Rocha, de 23 anos, do curso de Relações Públicas, a graduação foi sinônimo de resiliência e superação diária.


Conquistar a primeira oportunidade na área ainda nos primeiros períodos da faculdade é o objetivo de muitos graduandos — e uma necessidade concreta para outros. Na Uerj, o prestígio da Faculdade de Comunicação Social funciona como um passaporte de credibilidade no mercado.


Andressa, que ingressou no período 2021.1, viu sua primeira oportunidade surgir por meio do Programa Primeira Chance, convênio da universidade com o DER-RJ. "Foi onde consegui meu primeiro estágio e dei meus primeiros passos na prática profissional. A universidade abriu essa ponte essencial para mim", relembra a estudante de Jornalismo. Já Carla entrou na Uerj no período 2021.2 — cujas atividades presenciais se consolidaram no início de 2022 — e começou a estagiar no Instituto Estadual do Ambiente (Inea) ainda no segundo período. A dedicação em campo resultou em uma efetivação rápida: após um ano e quatro meses, ela assumiu a supervisão de produção de conteúdo, gerenciando as redes da Secretaria de Estado do Ambiente e do Inea como servidora comissionada antes mesmo de colar grau. "Estar no mercado tão cedo e ver a confiança que depositaram no meu trabalho mostra a força do ensino que recebemos aqui. A Uerj nos prepara para assumir grandes responsabilidades com maturidade", destaca Carla.


No entanto, o orgulho de pertencer à Uerj não se constrói sem suor. O maior obstáculo enfrentado por quem estagia no mercado de trabalho reside no choque entre a rotina profissional e a rigidez da grade curricular. Estagiar ou trabalhar em horário comercial exige, frequentemente, adiar disciplinas ofertadas em blocos extensos.


"A batalha mais difícil com certeza foi conciliar os horários da Uerj com os do estágio", relata Andressa, que estagiava das 12h às 18h. "Por conta dessa rotina e pela falta de ofertas em horários alternativos para uma mesma matéria, precisei deixar algumas disciplinas para depois, o que acabou adiando minha conclusão de curso", explica.



A garra para encarar o relógio também marcou a jornada de Carla. A estudante de Relações Públicas precisou lidar com disciplinas de tempo integral, como a matéria de Teoria das Organizações, ofertada do primeiro ao quarto tempo da manhã. "Eu nunca consegui cursar essa disciplina no tempo certo porque já entrei na faculdade trabalhando. Hoje, já entreguei meu TCC e estou presa apenas nessa matéria para conseguir fechar a grade. É o último obstáculo antes da formatura", conta Carla.


Atrasar uma matéria para sustentar a experiência profissional não é sinal de insucesso, mas o retrato da perseverança do estudante da universidade pública. Cada nó desatado na grade é uma vitória pessoal que confere ainda mais valor ao diploma.


Se o mercado e as exigências acadêmicas impõem desafios duros, é na vivência universitária que a Uerj entrega sua maior riqueza: o acolhimento humano. Para Carla, a chegada ao campus após o período crítico da pandemia foi um divisor de águas e um pilar de saúde mental. "A faculdade foi uma das melhores coisas que me aconteceram. Eu estava muito abalada mentalmente depois do isolamento da Covid-19, e conhecer pessoas novas, entrar em novos espaços como o de cheerleading me salvou. Me encontrei ali desde o primeiro período, fiz amizades que vou levar para a vida toda e criei uma consciência de coletivo absurda", relata Carla.


A integração de Carla com a vida acadêmica não parou no esporte.. No 4º período, ela ingressou no Centro Acadêmico de Comunicação Social (Cacos), participando ativamente da representação e da construção da vida acadêmica do curso. "Sempre fui do tipo que gosta de se envolver em tudo! Além da atlética, entrei para a gestão do centro acadêmico. Foi incrível porque, graças ao Cacos, fiz amigos para a vida inteira, ajudei a ocupar a Uerj e sinto que realmente fiz a diferença para os alunos da FCS. Só de ver o Cacos pintadinho já enche meus olhos d’água. Vou levar essas lembranças para sempre", emociona-se a estudante.


Com a cerimônia de formatura batendo à porta, o sentimento que sobressai entre as futuras comunicadoras é o orgulho de ter honrado a camisa de uma das faculdades mais tradicionais do estado, sabendo aproveitar cada metro do emblemático 10º andar do Maracanã.


Aos 40 anos, a Faculdade de Comunicação Social reforça que sua maior fortaleza reside na pluralidade, na garra e no afeto de seus alunos. Para os que estão chegando agora e vão dar continuidade a essa história de quatro décadas, Carla deixa o seu conselho mais valioso: "Aproveitem tudo! Cada festa, cada laboratório, cada aula, cada esporte. Temos um mundo cheio de oportunidades ali no décimo andar e sou profundamente grata por cada uma delas."

Comentários


bottom of page