Como a FCS me apresentou ao 'cheer'

No início deste ano (2026), conheci o esporte que eu mais amo por meio da Faculdade de Comunicação Social
Por: Fernanda Rodrigues
Foi em uma das primeiras semanas de aula do ano. Eu estava na academia, perto da Uerj, quando encontrei uma amiga que me convenceu a participar de um treino das Warriors, equipe de cheerleading da Aaca (Associação Atlética de Comunicação e Artes da Uerj).
Fui ao treino e comecei a aprender o básico das posições e técnicas do esporte. O treinador disse que estava me esperando no próximo treino e, desde então, faço parte da equipe. Treinamos para competir, e nossa jornada foi permeada de desafios. Uma das flyers (atletas que são levantadas durante as apresentações), inclusive, chegou a fraturar a coluna. Mesmo assim, conquistamos a medalha de bronze no Jucs e, mesmo diante de todas as adversidades, não desistimos.
Foto: Instagram @warriorsuerj

Warriors no pódio do Jucs, mesmo depois de uma temporada conturbada
O cheerleading é um esporte que envolve força, agilidade, flexibilidade, coordenação e muita confiança. Uma conformação composta por três bases para levantar a flyer é chamada de stunt. Atrás da flyer fica a base traseira; à direita, a base lateral; e, à esquerda, a base central. Além disso, outra conformação pode ser realizada com duas bases, apenas com as bases lateral e central, ou no formato partner, em que há somente uma base responsável por levantar a flyer.
Foto: Alessandra Araújo

Stunts em treino das Warriors
Apesar da força e da complexidade envolvida no cheer, recebemos muitos comentários que colocam em dúvida o status de esporte da modalidade. Já até me disseram que nosso treino é “engraçadinho” ou que “não somos atletas”. Acredito que, por ser um esporte associado ao feminino e envolver laços e glitter, o cheerleading seja menosprezado e subestimado. Mas nós, que conhecemos de verdade o esporte, sabemos o quanto é necessário para colocar em prática todas as habilidades exigidas pela modalidade.
Além disso, as Warriors se tornaram também minhas amigas. Os treinos e a confiança mútua nos aproximaram como equipe e como pessoas. Minhas companheiras de time definiram o cheer como “um momento de descontração para aprender uma coisa diferente e testar os limites do que consigo fazer” e como “liberdade e sentimento de equipe”.
Foi assim que o cheerleading se tornou parte permanente da minha vida. O esporte me ajudou em muitas questões pessoais e me ensinou que eu posso ser mais forte em todos os sentidos. Também me deu amigas maravilhosas. Por fim, posso afirmar, com certeza, que me encontrei no cheer.
Os treinos das Warriors acontecem todas às segundas-feiras, às 17h30m, na Concha Acústica da Uerj, e todos são bem-vindos.








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