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Projeto de extensão da Uerj leva realidade virtual para pessoas acamadas

  • Foto do escritor: Comunica Uerj
    Comunica Uerj
  • 27 de mar.
  • 3 min de leitura

Fundado em 2024, programa promove melhora no quadro emocional de idosos por meio de abordagem humanizada


Por: Lívia Maria Oliveira


Foto por: Lívia Maria Oliveira

Paciente utiliza óculos de realidade virtual em ação de Natal no Hospital Universitário Pedro Ernesto.
Paciente utiliza óculos de realidade virtual em ação de Natal no Hospital Universitário Pedro Ernesto.

O projeto de extensão da Uerj Realidade virtual como projeto terapêutico humanizado aplicado no contexto hospitalar e ambulatorial, com ênfase na população idosa, em parceria com a ONG Virtualidade, tem levado a realidade virtual para pacientes idosos internados no Hospital Universitário Pedro Ernesto. Criado em 2024, pela professora Ida Mannarino, do Instituto de Nutrição da Uerj, o projeto tem como objetivo humanizar a abordagem terapêutica para pacientes em condições de vulnerabilidade emocional.


Atualmente, estão envolvidos no projeto alunos de graduação e pós-graduação dos cursos de Administração de Empresas, Fisioterapia, Jornalismo, Medicina e Nutrição. “Pensamos em trazer para nossos alunos essa experiência de interagir com os pacientes do hospital universitário de uma forma mais holística”, conta Ida. 


A parceria do projeto com a ONG Virtualidade – que subsidia os recursos tecnológicos – torna possível o deslocamento do paciente para qualquer lugar, por meio de um acervo de realidade virtual do YouTube. Após a escolha do destino, o vídeo é espelhado em um computador ou tablet, permitindo que quem está fora da imersão possa ver o que está sendo exibido.


Foto por: Lívia Maria Oliveira

Paciente usa óculos de realidade virtual para se deslocar virtualmente até uma praia sob a supervisão da voluntária do projeto.
Paciente usa óculos de realidade virtual para se deslocar virtualmente até uma praia sob a supervisão da voluntária do projeto.

“Isso permite uma troca de experiências, que abrange temas como cultura, turismo, religião, entretenimento e até esportes. O leque de possibilidades é enorme e os depoimentos são riquíssimos. Na maioria, recheados de boa conversa. Não são raras as reações de empolgação, empatia e entusiasmo”, relata Ida. No final do ano passado, durante uma ação de Natal, cerca de 30 pacientes participaram da experiência. “Foi muito lindo!”, relembra.


Em uma ação recente no Hospital Universitário Pedro Ernesto, o Cristo Redentor foi o local escolhido por uma paciente internada na enfermaria de cirurgia torácica e cuja identidade será preservada. Ao ser perguntada sobre o momento em que utilizou os óculos pela primeira vez, ela respondeu: “Foi estranho, parecia que eu estava em outro mundo.” A paciente também destacou a importância do projeto para os alunos: “Acho que é algo maravilhoso para estudantes que estão começando agora. É bom, é importante.”


O envolvimento dos estudantes é um ponto importante para o projeto, que tem como objetivo atrair o maior número possível de cursos de graduação, pois, independentemente do curso, humanizar o atendimento ao paciente é uma oportunidade para crescer de forma emocional, intelectual e social no exercício profissional de todos. “A possibilidade que o projeto oferece de experimentar os vários aspectos das relações humanas é um movimento de transformação social.”, explica a docente responsável pelo projeto. 


Foto por: Michelle Rabello da Cunha

Participantes do grupo do projeto de extensão. Da esquerda para a direita, ao fundo, Gabriela Correia, Terezinha de Menezes, Ida Mannarino e André Capecchi. À frente, Michelle da Cunha. 
Participantes do grupo do projeto de extensão. Da esquerda para a direita, ao fundo, Gabriela Correia, Terezinha de Menezes, Ida Mannarino e André Capecchi. À frente, Michelle da Cunha. 

Com a finalidade de avaliar os benefícios para os pacientes, antes e depois de cada ação, são aplicados questionários de satisfação e qualidade de vida, validados na literatura científica. É possível observar uma melhora nos sentimentos de ansiedade, solidão e estado de humor: “Acreditamos que isso deva impactar positivamente no tratamento e na interação dos pacientes e familiares com a equipe de saúde”, relata Ida.


Para 2025, o projeto pretende realizar uma pesquisa com pacientes cirúrgicos, para investigar o uso da realidade virtual na redução do estresse pré-operatório. A investigação será comandada pela coordenadora da área de pesquisa do projeto, a professora-doutora Michelle Rabello da Cunha, do curso de Nutrição da Uerj.








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