O retorno das atividades acadêmicas na perspectiva dos professores e técnicos

Após a greve docente, as atividades na universidade foram retomadas com o calendário acadêmico reorganizado
Por: Murilo Soares
Entre março e julho deste ano, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) entrou em greve docente em reivindicação à recomposição das perdas inflacionárias da categoria. Professores, servidores e técnicos pressionaram o Governo do Estado do Rio de Janeiro por um reajuste salarial que não era concedido desde 2001.
Após meses de negociações com o governo, que tem um governador interino, os docentes, representados pela Associação dos Docentes da Uerj (Asduerj), obtiveram avanços, como a própria recomposição salarial, o destravamento da progressão automática, a majoração do auxílio-alimentação, investimentos na infraestrutura da Uerj e suplementação orçamentária.
Reprodução: Site da Asduerj

Assembleia que decidiu pelo fim da greve docente
Em entrevista ao COMUNICA, Filipe Mostaro, professor da Faculdade de Comunicação Social da Uerj (FCS), afirma que os avanços alcançados durante a greve superaram suas expectativas e se demonstrou muito feliz em voltar a dar aulas, atividade pela qual é apaixonado. Com a reorganização do calendário acadêmico, Mostaro conta que precisou reduzir o número de avaliações previstas em suas disciplinas para acompanhar o andamento das aulas nos períodos 26.1 e 26.2
Por outro lado, Sérgio Francisco dos Santos, técnico da Uerj e chefe da secretaria do Instituto de Educação Física e Desportos (IEFD), precisou trabalhar durante a greve e não percebeu mudanças significativas na universidade após a paralisação. Segundo ele, o retorno das atividades acadêmicas não provocou grandes alterações em sua rotina de trabalho e nem no dia a dia da universidade. Sérgio, que trabalha na Uerj há 40 anos, afirmou que, durante a paralisação, ele e a direção do IEFD assumiram o compromisso de manter o instituto em funcionamento. Para isso, foi estabelecida uma escala de trabalho, devidamente cumprida durante o período. Com o apoio de seus colegas de trabalho no IEFD, Sérgio também reivindica a criação de um plano de carreira para os técnicos da universidade.
O calendário acadêmico previamente estabelecido definiu o dia 28 de outubro como o término das aulas do período 26.1, enquanto o encerramento do período ocorrerá no dia 31do mesmo mês. Para o período de 26.2, o início das aulas está marcado para 18 de novembro, com o período de solicitação de alteração de inscrição em disciplinas (Said) de 18 de novembro a 2 de dezembro. Entre 23 de dezembro e 3 de janeiro de 2027, haverá recesso natalino. Na sequência, as férias estão previstas para ocorrer de 4 e 18 de janeiro. O término das aulas está previsto para 17 de abril, enquanto o encerramento do período ocorrerá no dia 24 do mesmo mês.








Comentários