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O Enem 2025 está chegando e com ele surgem dúvidas e possibilidades

  • Foto do escritor: Comunica Uerj
    Comunica Uerj
  • 5 de nov.
  • 3 min de leitura

Nos dias 9 e 16 de novembro serão realizadas as provas do maior vestibular do país e com a aproximação da data as expectativas aumentam


Por Isabella Topfer


Reprodução: Gov.br

Foto de divulgação do ENEM 2025
Foto de divulgação do ENEM 2025

Em 2025, cerca de 4,8 milhões de inscrições para a realização do Enem foram confirmadas, o que reforça a importância do vestibular e a ansiedade que a proximidade das datas causa em milhares de brasileiros. Dados do MEC e do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) mostram que 72,6% dos concluintes do ensino médio na rede pública têm inscrição confirmada. No próximo domingo, acontece o primeiro dia de prova, com as áreas de redação, linguagens, códigos e suas tecnologias e ciências humanas e suas tecnologias, e um dos assuntos mais debatidos sempre é o tema da redação, que costuma estar alinhado a debates sociais relevantes.


O COMUNICA conversou com uma vestibulanda e com um professor de redação para saber quais são as expectativas para a prova deste ano e como os alunos têm se preparado.


Luiza Rosas, que está fazendo curso pré-vestibular para medicina e fez a prova nos últimos três anos, contou sobre as recomendações que recebe sobre a redação e comentou sua própria experiência: “Um consenso entre os alunos é que é difícil adivinhar o tema, porque existem muitas questões sociais que podem ser debatidas. Então o mais importante para estar preparado é, além de estar atento aos debates, ter conhecimento básico sobre todos os temas e pensamento crítico.” Ela destacou também que, segundo seu professor, a banca de correção tem sido menos tolerante com modelos prontos e repertórios genéricos visto que isso deixa a argumentação mais fraca.


O professor de redação Angelo Henrique contou que, com um governo federal progressista, espera que a prova do Enem 2025 seja mais contextualizada e menos conteudista, com questões que avaliem “interpretação, letramento, capacidade de correlação de situações-problema e afins”. Quanto à redação, ele aposta em dois eixos: tecnologia, discutindo “questões éticas ligadas à inteligência artificial, a redução da capacidade de concentração devido ao uso excessivo de telas, para adultos e crianças, e até mesmo seu impacto na educação e na leitura dos brasileiros e na difusão de fake news e desinformação em vários contextos” e direitos, falando sobre “mudanças climáticas e racismo ambiental, insegurança alimentar e precarização do trabalho, relacionado a jornada, pejotização e informalidade.” O professor também comentou sobre a forma como as escolas preparam seus alunos: “Já há instituições que incluem na grade curricular a disciplina de atualidades e que entendem que aulas de redação precisam ser dadas em parceria com professores de filosofia e/ou sociologia”. Angelo ressaltou que essa é a realidade dos privilegiados e que, em escolas públicas, o novo ensino médio afasta os alunos da universidade.


O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi criado em 1998, no governo Fernando Henrique Cardoso, com o objetivo inicial de avaliar a qualidade do ensino médio brasileiro. Em 2004, quando o presidente era Lula, passou a servir como porta de entrada para milhares de alunos em universidades privadas a partir de bolsas parciais ou integrais, com a criação do ProUni. A prova passou a servir como vestibular para diversas faculdades públicas quando surgiu o Sisu (Sistema de Seleção Unificada), criado em 2009 e funcionando a partir de 2010, e caminhou para se tornar o maior exame vestibular do Brasil. No último dia 20, foi anunciada uma mudança no Sisu: em 2026, o sistema passará a aceitar notas das edições de 2023 e 2024 do Enem, além da nota do ano anterior, como acontece normalmente. Com isso, a melhor média ponderada do estudante para sua opção de curso será utilizada, desde que não seja de treineiro.


Além de todas essas informações, vale lembrar que os locais de prova foram divulgados no dia 23 de outubro e podem ser consultados no cartão de confirmação de inscrição, na página do participante. Os vestibulandos não devem esquecer que os portões fecham às 13h e o que é preciso levar no dia da prova: documento oficial com foto, cartão de confirmação de inscrição e caneta esferográfica transparente com tinta preta. Concluímos com uma dica de nossa entrevistada, Luiza: “É uma prova longa e cansativa, até injusta, devido ao TRI (Teoria de Resposta ao Item). O conhecimento técnico não é suficiente. O ideal é começar com as questões mais fáceis, que todos saberão fazer.”

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