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Festa na Baleia, na última sexta-feira, impulsionou comércio ambulante

  • Foto do escritor: Comunica Uerj
    Comunica Uerj
  • 19 de mar.
  • 3 min de leitura

Por outro lado, presença de ambulantes provoca preocupações quanto à segurança


Por Felipe Custódio


Reprodução: Instagram/@aacauerj

Material usado na divulgação do evento por meio das redes sociais das atléticas.
Material usado na divulgação do evento por meio das redes sociais das atléticas.

Junto ao início das aulas, também foi iniciada a tradicional recepção de calouros à Uerj, e os universitários se organizaram para uma festa, que reuniu vinte e duas atléticas, para comemorar a chegada de novos alunos. O grande evento, também conhecido como Calourada, ocorreu no estacionamento da universidade, apelidado de Baleia, entre as 18h e as 23h da última sexta-feira (14). Contudo, as famosas festas uerjianas não são conhecidas apenas por atrair alunos e jovens em busca de diversão, mas também por movimentar o mercado informal ao seu redor. 


Em dias de festa é comum observar dezenas de ambulantes espalhados pelas calçadas e praças próximas, com seus isopores e barracas oferecendo bebidas geladas e lanches. A presença desses comerciantes já se tornou parte das festas, sendo uma alternativa aos bares próprios dos eventos.


Nos preparativos para a festa, alguns ambulantes já se organizavam ao redor das grades do estacionamento, preparando seus produtos para os clientes da noite. “É uma noite que vendemos muito mais do que em dias comuns. A garotada já chega querendo curtir e beber. Manter meu isopor cheio me ajuda, e ajuda a eles também”, afirma José Carlos, ambulante que trabalha na região há dois anos. Para muitos ambulantes, as festas da Uerj representam uma grande oportunidade de maximizar suas vendas em poucas horas, com o grande fluxo de clientes no local.


Apesar desse ponto positivo para os trabalhadores informais, a presença do comércio ambulante também levanta discussões quanto à regulamentação dessas atividades e à segurança local. A Uerj, por se tratar de um espaço público, não tem um controle rígido sobre a operação desses comerciantes, o que gera preocupações, tanto em relação à fiscalização sanitária dos produtos vendidos – como lanches e bebidas feitas na hora – quanto à organização do espaço durante as festas. Além disso, há uma relação direta com a segurança do evento, por isso, em algumas festas maiores, há iniciativas para organizar os ambulantes e garantir que as vendas ocorram de forma segura e controlada.


“A movimentação aumenta muito nesses eventos, e os ambulantes já fazem parte desse cenário. A maioria trabalha de forma pacífica, só quer vender o produto deles e ganhar um dinheiro honesto. Mas, às vezes, temos problemas, como aglomerações em locais de passagem e algumas disputas por espaço. Outra preocupação é a venda de bebidas para menores de idade, algo que tentamos ficar de olho, mas que nem sempre conseguimos controlar.”, comenta Carlos Ferreira, segurança da Uerj há cinco anos, sobre a presença dos ambulantes em dias de festa.


Mesmo assim, a relação entre os estudantes e os vendedores já se tornou parte da identidade das festas. Muitos frequentadores preferem comprar com os ambulantes devido ao custo-benefício, fácil acesso e variedade de produtos, como explica Calebe Marque, estudante do 5º período do curso de História na Uerj: “Ah, eu prefiro comprar com o moço lá de fora, porque ele faz promoção de latão, e normalmente é mais rápido do que ficar esperando na fila do bar do evento.”


Enquanto as festas seguem movimentando a região, os ambulantes continuam adaptando suas estratégias para aproveitarem ao máximo uma noite de vendas, fazendo com que, mais uma vez, a economia informal cresça com as festas na Baleia.


Foto: Felipe Custódio

Jovens se reuniram no estacionamento da Uerj para aproveitar a Calourada.
Jovens se reuniram no estacionamento da Uerj para aproveitar a Calourada.





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