FCS na 33ª Uerj Sem Muros
- Comunica Uerj
- há 1 dia
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FCS marcou presença no evento, no qual os bolsistas apresentaram seus projetos e seus laboratórios.
Por: Mariana Guimarães
Fotos de João, Gabriel e Lucas por: Mariana Guimarães / Foto de Lívia por: Everton Victor

Na última semana, entre os dias 24 e 28 de março, aconteceu a 33ª edição da Uerj Sem Muros, um evento anual da universidade que tem como objetivo divulgar e avaliar os projetos de pesquisa, ensino e extensão dos estudantes. A FCS esteve presente com cerca de 65 alunos, como João Vasquez, bolsista do Laboratório de Estudos em Mídia e Esporte (Leme), do 5º período de Relações Públicas, que pela primeira vez participou da mostra disciplinar.
O Leme, formado inicialmente como um grupo de estudos pelo coordenador Ronaldo Helal há cerca de 25 anos, possui como principal proposta a difusão do conhecimento acadêmico sobre o campo de ligação entre comunicação e esporte para além do ambiente universitário.
João passou a integrar o Leme no período passado, cumprindo a carga de estágio obrigatório de seu curso, mas no início de 2025.1, conseguiu a vaga de bolsista de Estágio Interno Complementar. Atualmente, suas funções incluem a edição e publicação de vídeos, de entrevistas e do podcast Passes e Impasses. Além disso, conta que durante sua trajetória já teve contato com variadas práticas, como montagem e administração de newsletters, roteirização e apresentação de podcasts, além da revisão, edição e publicação semanal de textos para site.
Além disso, fala sobre a liberdade que é oferecida no espaço acadêmico ao citar o dia em que sugeriu a união do futebol com a música no podcast, duas paixões de sua vida: João é músico e tem uma banda, o que resultou na realização do episódio chamado “Música e Futebol: O Esporte Bretão pelos olhos de Jorge Ben”.
No Laboratório de Editoração Eletrônica (LED) desde seu 1º período de Jornalismo, Livia Bronzato nos introduziu à Central de Produção dos Meios Informatizados – projeto de extensão que possibilita os alunos adquirirem habilidades práticas e teóricas fundamentais para sua futura atuação no mercado de trabalho, além de investigar novas técnicas, ferramentas e metodologias.
Fundado em 1994, o LED atua em todas as etapas da produção jornalística, desde a concepção e o planejamento editorial até a execução e a publicação final, desempenhando papel crucial na formação dos estudantes e na produção de conteúdo jornalístico de qualidade.
A estagiária falou um pouco sobre sua experiência, e contou que entrou como voluntária logo no início da graduação, pois as matérias teóricas do 1º período não demonstravam como seria de fato a prática jornalística. Ela conta ainda que o laboratório propõe que os alunos explorem pautas diversificadas, que fujam dos padrões das grandes mídias e que tragam novas perspectivas sobre temas já discutidos. No final de 2024, Livia recebeu a proposta de bolsa. Finalizou dizendo que se sente, de certa forma, imersa na prática, pois desde o primeiro momento estabeleceu esse contato com a atuação da profissão.
Gabriel Maria, estudante do 6º período de Jornalismo, e Lucas Weitzel, estudante do 3º período de Relações Públicas, também participatam pela primeira vez na mostra, apresentando seus trabalhos no Laboratório de Áudio (AudioLab) da FCS. O AudioLab possui inúmeros projetos que exploram o fazer jornalístico unido ao papel da mídia sonora.
Gabriel estagiou voluntariamente antes de conseguir sua bolsa no projeto Uerj No Ar – um noticiário feito por alunos de Jornalismo, em que o bolsista realiza todas as etapas de produção: pesquisa, entrevista, texto, gravação de áudio e edição. Ele contou que no início seu foco era no esporte, e tinha afinidade com o projeto Escola de Narradores, mas ao conseguir sua bolsa e passar a trabalhar em um projeto focado no âmbito acadêmico e científico, pôde desenvolver melhor sua escrita, experimentando sair da sua zona de conforto e escrevendo matérias com temas variados.
Já Lucas é bolsista no projeto Radioatividade, um programa produzido por bolsistas e voluntários do AudioLab, desde 2004. O radiojornal procura aprofundar o debate sobre assuntos que estejam em alta através de entrevistas com especialistas, pesquisas e levantamento de dados, mais um caso em que o bolsista é estimulado a estar presente em toda a produção do conteúdo a ser entregue. Ele caracterizou a experiência de ser bolsista como “absurda”, por proporcionar aos alunos uma rotina quase real de um estúdio de gravação e disse que se sente preparado para o mercado de trabalho.
A oportunidade que os laboratórios oferecem aos alunos de aplicarem na prática o que aprendem em sala de aula é o ponto mais mencionado pelos bolsistas. Tanto para quem está no início da graduação, quanto para quem está um pouco mais à frente, o desenvolvimento acadêmico e profissional que é proporcionado aos estudantes deve ser considerado. É válido lembrar que apesar de não existir a possibilidade de serem oferecidas bolsas para todos os alunos, os laboratórios contam com os voluntários – alunos que mesmo sem a bolsa podem auxiliar e participar de atividades do dia a dia e dos projetos desses espaços.
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