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Do K-pop à sala de aula: como o Kwenchana! une fãs e estudos da cultura coreana

  • Foto do escritor: Comunica Uerj
    Comunica Uerj
  • 28 de out.
  • 3 min de leitura

Projeto é focado na multidisciplinaridade e imersão em língua, cultura e história coreana


Por Sara Pimentel



Reprodução: Instagram Kwenchana

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안녕하세요, 코무니카!

(Tradução: Olá, Comunica!)


Para os uerjianos apaixonados por k-pop e k-dramas, o Kwenchana é a resposta para quem busca aprender a língua coreana e imergir na cultura e história do país. Inspirado pelos cartazes espalhados divulgando os estudos de mandarim, o grupo nasceu da mesma insatisfação pela ausência do curso de Letras-Coreano na Uerj. Entre os alunos e as professoras do curso, o Kwenchana é carinhosamente apelidado como “irmão” do Estudos de Mandarim YueYue, o grupo de estudos de mandarim já noticiado pelo COMUNICA.


Para além das aulas semanais de língua coreana, o Kwenchana combina a sua multidisciplinaridade em oficinas gastronômicas, avaliações semestrais sobre a história do país, promoção de eventos e mesas redondas sobre temas quentes relacionados a esse universo. É ministrado pelas professoras Fernanda Suzano e Sharleny Pereira, que, juntas, fundaram e pensaram o Kwenchana com o objetivo de trazer o consumo da cultura hallyu, termo referente à popularização da cultura sul-coreana em escala global, de uma maneira acessível, crítica e responsável.

Em coreano, a expressão “Kwenchana!” ( 괜찮아!) significa “Está tudo bem!”. O nome do projeto foi pensado para ser popular e acessível a pessoas que quisessem aprender a língua, independentemente de já conhecê-la ou de terem tido contato prévio, e seu significado tem o objetivo de transmitir a sensação de acolhimento.


Reprodução: Sharleny Pereira

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Em entrevista ao COMUNICA, Fernanda falou sobre a alta procura pelo projeto: “O sucesso da cultura hallyu, por si só, já é resposta para a demanda da existência do Kwenchana. O interesse tem sido cada vez mais crescente. Vimos a necessidade de tratar da língua, cultura e da história coreana de uma maneira mais responsável, algo que falta nesses espaços, principalmente na hora de lucrar com a cultura.”


Quando indagada sobre a importância do Kwenchana, Sharleny destacou a possibilidade de oferecer à comunidade interna e externa uma proposta menos eurocêntrica tanto no campo cultural quanto no mundo acadêmico. Ela acrescentou: “O pouco debate desses temas, seja no âmbito consumo cultural ou acadêmico, faz o Kwenchana ser necessário. Apesar de estarmos em uma universidade, não fazemos o projeto com a linguagem acadêmica justamente com o intuito de disseminar informação para toda e qualquer pessoa que tem interesse pelo coreano.”


Fã de carteirinha do grupo BTS e aluna do Kwenchana desde o início do projeto, Beatriz Amaro, 26, é formada em Publicidade e Propaganda pela UFRJ. Ela conheceu o projeto pelo Instagram e quis aprender o coreano por dois motivos: entender o que o grupo expressava com suas músicas e acrescentar bagagem para sua futura pesquisa em comunicação com o recorte de cultura pop coreana. Beatriz já trabalhou no ambiente corporativo e disse que o projeto reviveu seus laços afetivos com a sala de aula: “O Kwenchana foi meu primeiro contato com a sala de aula depois da graduação. Para meu futuro como pesquisadora, participar de um projeto em que eu pudesse aprender sobre cultura e língua da Coréia do Sul poderia ser muito bom para o meu currículo enquanto pesquisadora. E no projeto, eu consigo conhecer pessoas que compartilham dos meus gostos, como também fazer contatos acadêmicos para a minha pesquisa.”


O Kwenchana funciona de portas abertas para o público interno e externo. Para ingressar no projeto, é necessário fazer a inscrição no período divulgado nas redes sociais, aberto em todo início de semestre. Para mais informações, o perfil do Instagram do Kwenchana é @kwechanauerj.





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