Copa do Mundo de 2026 muda arbitragem no Brasil

Futebol brasileiro altera regras após Mundial realizado no México, Estados Unidos e Canadá
Por: Eduardo Campos
No dia 19 de julho, chegou ao fim a Copa do Mundo de 2026. Com grandes partidas e jogadores, o torneio é referência para outros campeonatos, seja pela habilidade técnica da nata dos atletas que participam, seja pelo modelo de sucesso comercial do espetáculo. Nessa edição, apesar do desempenho ruim em campo, o Brasil resolveu seguir um aspecto importante que sempre gerou polêmica em território nacional: a arbitragem.
Não é de hoje que a arbitragem no Brasil é alvo de críticas. Após o esquema de arbitragem descoberto em 2005, em que alguns juízes foram cooptados para favorecer alguns resultados em troca de dinheiro, a credibilidade dos árbitros brasileiros vem sendo questionada ano após ano. A desconfiança dos torcedores sempre está presente, mas até que se prove o contrário, os erros durante as partidas acontecem por incompetência técnica dos profissionais. A falta de critério e o desconhecimento da regra são as principais reclamações direcionadas à Confederação Brasileira de Futebol (CBF), instituição que comanda o futebol brasileiro.
Reprodução: Youtube (@arbitragem-cbf961)

Além de cuidar do futebol em campo, a CBF também é responsável pela arbitragem brasileira.
A partir da 23ª rodada do Brasileirão, tivemos diversas mudanças e novidades que a arbitragem deve seguir durante o jogo. São elas: cinco segundos para cobrar lateral, cinco segundos para cobrar tiro de meta, dez segundos para sair de campo em caso de substituição, um minuto fora em caso de atendimento médico, VAR pode corrigir segundo amarelo e a Lei Vini Jr., que impede que os jogadores se comuniquem com a mão na frente da boca para evitar casos de discriminação.
Com essas alterações, a CBF busca causar um grande impacto no futebol brasileiro. Dois jogadores já foram expulsos pela Lei Vini Jr.: Arthur Cabral (Botafogo), contra o Vitória, e Breno Lopes (Coritiba), contra o Athletico Paranaense. Além disso, em todas as situações de limite de tempo, os árbitros abrem contagem para que o lance aconteça o mais rápido possível antes de punir o time infrator.
Um dos principais elementos de análise é o tempo de bola rolando durante as partidas. Com uma média de 52 minutos 54 segundos, o que equivale a 51,5% de jogo, o Brasileirão de 2026 possui a menor média dos últimos oito Campeonatos Brasileiros. A CBF pretende alcançar uma média de 57 minutos de bola rolando por partida.
Reprodução: Eduardo Campos

Gráfico representa queda no tempo de bola rolando nas partidas do Campeonato Brasileiro.
Em comparação com o futebol europeu, outra grande referência para o Brasil, nosso futebol está atrás das cinco principais ligas do Velho Continente. Alemanha, França, Inglaterra, Espanha e Itália, respectivamente, possuem pelo menos 1 minuto e 30 segundos a mais de bola rolando do que o Brasil. Comparando especificamente com a Inglaterra, considerada a melhor liga do mundo, são 2 minutos e 29 segundos de diferença em tempo médio de bola rolando. Em alguns tópicos específicos, como faltas, tiros de meta e pênaltis, a diferença é mais uma vantagem de bola rolando para os ingleses.
É necessário que a implementação dessas regras não seja apenas para surtir efeito imediato e, após chegar ao resultado esperado, pare com novas mudanças. Sempre pressionada, a arbitragem terá a possibilidade de errar em qualquer momento, mas espera-se que com as novidades exista, pelo menos, um critério e que as regras sejam cumpridas.








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