Brasil: o país da ginástica
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- há 6 dias
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Esporte que já criou ídolos segue fazendo história
Por: Mariana Martins
Reprodução: Instagram (@cbginastica)

Conjunto da ginástica rítmica conquistou três medalhas no Mundial
Não é de hoje que o Brasil se destaca na ginástica artística. Rebeca Andrade, Daiane dos Santos, Diego Hypolito e Arthur Zanetti estão marcados na memória coletiva brasileira pelo seu desempenho em um dos esportes que mais crescem no país. Nos últimos anos, a ginástica rítmica também tem encontrado seu lugar no topo, trazendo consequências positivas para a modalidade, como maior visibilidade e investimentos, colaborando para que esse bom momento não seja algo isolado.
O Campeonato Mundial de Ginástica Rítmica de 2026 aconteceu em Frankfurt, na Alemanha, entre os dias 12 e 16 de agosto. Na ocasião, o conjunto brasileiro formado por Julia Kurunczi, Maria Eduarda Arakaki, Maria Paula Caminha, Mariana Vitória Pinto, Nicole Pircio, Sofia Madeira e as reservas Mariane Giovacchini dos Santos e Renata Brum Diniz conquistou três medalhas. Na prova geral, em que são somadas as notas das séries com cinco fitas e três arcos/duas maças, o Brasil ficou com o bronze, enquanto nas finais por aparelhos, As Leoas garantiram o lugar mais alto do pódio.
Por trás desse sucesso, existe muito trabalho. Mais especificamente, são 15 anos de dedicação de Camila Ferezin no comando da equipe brasileira. Antes de se tornar técnica, Ferezin foi ginasta, conquistou a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de 1999 e chegou à final na prova em conjunto nos Jogos Olímpicos de Sydney, em 2000. Ela chegou ao comando da seleção brasileira em 2011, quando o Time Brasil estava em 26º lugar no ranking da modalidade. Desde então, a técnica soma três participações em Jogos Olímpicos ao lado da auxiliar Bruna Martins.
Reprodução: Instagram (@cbginastica)

Bruna Martins e Camila Ferezin comemoram o bicampeonato
Depois de não conseguir a classificação em 2012, o conjunto brasileiro se apresentou na Arena Olímpica do Rio, nas Olimpíadas de 2016. Em casa, elas ficaram a uma posição da classificação para a final, encerrando a competição em nono lugar. Nos Jogos de Tóquio 2020, elas garantiram a vaga olímpica a menos de dois meses do início da competição ao vencer o campeonato Pan-Americano de ginástica rítmica. O conjunto encerrou sua participação ao ficar na décima segunda posição na primeira fase. Em Paris 2024, elas se classificaram com um ano de antecedência devido à sexta colocação geral no Mundial de 2023. Uma lesão nas classificatórias tirou o Brasil da disputa final, repetindo o resultado de 2016.
Apesar de ainda não terem chegado à briga pelo pódio olímpico, cada participação sob comando de Ferezin tem sua importância. Em Tóquio, as atletas Duda Arakaki e Nicole Pircio, que compõem a atual seleção, tiveram a sua primeira participação olímpica, voltando a competir em Paris. A experiência das atletas nos grandes palcos colabora para o crescimento da equipe. Para os Jogos Olímpicos de 2028, a preparação será feita de forma inédita. Com o pódio na Alemanha, elas se garantem em Los Angeles e terão dois anos dedicados a coreografar as apresentações, treinar as trocas e aperfeiçoar cada série.
Nos últimos anos, se tornou improvável que As Leoas passem despercebidas por uma competição. Apresentações marcantes embaladas por hits internacionais como Abracadabra, de Lady Gaga, e Feeling Good, de Michael Bublé, encantam o público já acostumado com medalhas quando se trata de ginástica. A torcida brasileira reconhece o êxito das bicampeãs e preparou uma festa no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, para receber a seleção no retorno da Alemanha. A celebração foi ainda maior quando elas desembarcaram em Aracaju, que funciona como base da ginástica rítmica e que acompanha de perto o desenvolvimento do conjunto que pode muito bem estar no pódio olímpico em 2028.








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