#ComunicaVêOQueAUerjCurte – Você sobreviveria em um filme de terror?
- Comunica Uerj

- 4 de nov.
- 4 min de leitura
Passamos pela época do ano em que a dúvida sempre bate: sobreviveríamos a um filme de terror?
Por: Geovana Costa
O COMUNICA entrou no clima de Halloween. Em entrevistas com estudantes da UERJ sobre filmes de terror que marcaram suas experiências, alguns títulos se destacaram.
Reprodução: Geovana Costa

O primeiro foi Hellraiser – Renascido do Inferno, dirigido por Clive Barker. A história gira em torno de Frank Cotton, um homem obcecado por sensações extremas que compra um cubo misterioso e acaba abrindo um portal para o inferno. Atividade Paranormal acompanha um casal que se muda para uma nova casa e instala câmeras para registrar fenômenos estranhos — o que descobrem depois é tudo menos tranquilizador. Por fim, O Orfanato que apresenta Laura, que retorna com o filho adotivo ao orfanato onde cresceu. Quando o menino desaparece, ela passa a ouvir vozes e tenta se comunicar com espíritos para encontrá-lo.
São situações que dificilmente enfrentaremos na vida real. Mas, caso o improvável aconteça, o que poderíamos fazer? A partir do livro Como sobreviver a um filme de terror, de Scarlett Dunmore, e de observações clássicas do gênero, selecionei algumas regras básicas para não entrar para as estatísticas de vítimas ficcionais.
Nunca investigue barulhos sozinho, se você já está em um ambiente com clima suspeito, ir atrás do barulho é praticamente um pedido para se tornar o próximo alvo. Sons que vêm de porões e sótãos são, historicamente, sinais para ir embora — não para bancar o detetive amador.
Afaste-se de quem insiste em filmar tudo. Narrar a própria queda em tempo real costuma ser um mau sinal no terror. Quem documenta demais raramente chega aos créditos finais, como lembram A Bruxa de Blair e tantos outros.
Casas baratas e isoladas são ciladas. Se o preço do imóvel parece bom demais e o endereço é no meio do nada, o roteiro já está escrito. Quando surgirem os primeiros ruídos inexplicáveis, a ação correta não é investigar — é fazer as malas. Invocação do Mal está aí para reforçar a lição.
Evite romances oportunistas em locais duvidosos. Casais empolgados que se afastam do grupo em acampamentos, florestas ou festas mal-localizadas costumam ser os primeiros a desaparecerem. Priorize a sobrevivência. E lembrando que alguns serial killers perseguem casais, como na trama de Heart Eyes, em que o assassino mata casais nos dias dos namorados, esse é um ótimo momento para ser solteiro. E falando em datas, é sempre bom se proteger, muitas vezes tem algum assassino que usa datas comemorativas como incentivo, Sexta-Feira 13 nos ensina bem isso.
Propostas de trabalho mirabolantes merecem desconfiança. Um emprego excelente em um lugar estranho nunca é apenas isso. Basta lembrar o que acontece em Five Nights at Freddy's. Se a vaga parece boa demais, provavelmente tem algo errado. E se envolver cuidar de crianças o cuidado deve ser redobrado, elas normalmente são doces e parecem indefesas, exceto quando não são.
Bonecos merecem atenção redobrada, brinquedos não deveriam parecer que estão observando você. Chucky, Annabelle e M3gan já demonstraram que presentes fofos podem esconder ameaças sobrenaturais.
Quando chegar o momento da fuga, lembre-se de uma regra essencial: nunca se separe do grupo. E não diga frases como “já volto” ou “vou só ali rapidinho”. Na maior parte das vezes, quem diz isso não retorna. E, se não foi você quem saiu, desconfie: talvez essa pessoa não seja tão confiável quanto parece.
Para finalizar, algumas orientações gerais que o cinema já provou serem fundamentais: use sempre um sapato confortável — nunca se sabe quando será preciso correr; evite festas em datas comemorativas, especialmente se o lugar tiver pouca iluminação; não beba até perder a consciência; avise parentes ou amigos antes de viajar; não mude de rota sem motivo; caronas para desconhecidos são, quase sempre, má ideia; ouça os mais velhos: eles costumam saber quando um lugar tem história demais para serem ignoradas.
Locais com fama de mal-assombrados raramente são bons destinos. Planeje rotas de fuga. Certifique-se de que o vilão realmente morreu. Se a cidade estiver acumulando mortes misteriosas, repense a permanência. Se possível evite bolinhos de pessoas insistentes, A Morte Te Dá Parabéns está aí para provar isso.
Desconfie de aplicativos que prometem prever quando você vai morrer, lembre-se de que nem toda recomendação de filme é inocente (sempre pergunte se envolve uma certa garota chamada Samara). E saiba que, em alguns casos, confiar demais nos seus melhores amigos pode não ser a melhor estratégia. Pode parecer exagero — mas quem viu filmes o suficiente sabe que jamais se deve descartar nenhuma possibilidade. Inclusive uma sequência.
E se, porventura, você passar por tudo isso, o conselho final é simples: fuja. Para o mais longe possível. Principalmente se for o único sobrevivente de um grupo de amigos. É impossível explicar às autoridades que você não é culpado pelas mortes, e a situação pode se complicar ainda mais. Pense no final de Casamento Sangrento: como explicar aquele incêndio e aquelas mortes todas? Não que vá acontecer conosco — tomara que não —, mas prevenir nunca é demais.








Comentários