top of page

A geração Z tem um vestido de noiva ideal?

  • Foto do escritor: Comunica Uerj
    Comunica Uerj
  • 1 de ago.
  • 2 min de leitura

Por: Vitória Perez


Desde que o casamento se tornou uma opção voluntária e não mais um acordo político, o vestido da noiva ocupa o centro do imaginário coletivo sobre esse dia. Contudo, até que o imaginário do vestido ideal fosse consolidado, a peça passou por diversas tendências e transformações.


Na Grécia Antiga, as noivas usavam cores vibrantes como púrpura, o que estava associado ao status. Durante a Idade Média, a cor escolhida representava ainda mais o poder aquisitivo de sua família: quanto mais raro o tingimento, maior a posição social daquela noiva. Apenas no século XIX que o ideal do vestido branco se consolidou como um padrão a ser seguido. A rainha Vitória popularizou a cor através do uso massivo da imprensa na divulgação do seu casamento, o que fez com que a cor, já utilizada por outras gerações, enfim se tornasse uma referência até os dias de hoje.


A história, então, nos revela que o vestido de casamento sempre refletiu o comportamento de sua época. Por isso, o questionamento não é mais sobre qual é o vestido perfeito, mas sim, o que a geração Z considera como vestido ideal. 


Vemos em 2026 que o casamento se tornou um dos temas mais recorrentes da indústria da moda. Artistas, celebridades e influenciadores movimentaram as redes sociais nos últimos meses anunciando os seus noivados; com isso, a pergunta que paira entre os jovens é: como será o vestido da noiva? Mesmo com o passar do tempo, a peça continua despertando fascínio. O que mudou é a forma como ela é vista.


Reprodução: Instragram (@dualipa)

Casamento civil da cantora Dua Lipa
Casamento civil da cantora Dua Lipa

Ao longo do tempo, o vestido ideal era aquele que representava uma tradição, status, o que era o padrão de feminilidade aceito para cada época. Hoje, para muitas mulheres da geração Z, ele permanece como símbolo, mas não uma idealização a ser seguida e sim como uma expressão de sua própria identidade. 


Essa mudança vem se desenvolvendo atrás da perspectiva que a geração Z lançou sobre a moda. Em vez de buscar padrão de vestimenta, ela cria e recicla diferentes estéticas, tais como old money e quiet luxury, a fim de comunicar quem ela é. Assim, o vestido de noiva passa a se nortear na mesma lógica: ele precisa fazer sentido para quem o veste, e não corresponder a uma expectativa social.


Foto: Filme “O Drama”/Instagram Oficial @thedrama

Imagem promocional do filme “O Drama (2026)”.
Imagem promocional do filme “O Drama (2026)”.

Isso também explica porque grandes grifes já não ocupam, necessariamente, o centro desse desejo. Agora, o vestido ideal pode ser encontrado em um brechó, ser alugado em lojas anônimas ou até mesmo ser reutilizado por um membro da mesma família. Então, o valor da peça não está mais na etiqueta e sim na narrativa pessoal que ela constrói.


Ao mesmo tempo em que as redes sociais, o cinema e a cultura digital permanecem influenciando essa escolha, as noivas não buscam apenas reproduzir a tendência, mas interpretá-la de forma coerente com quem elas são. Já não existe uma imagem única ou um molde para se encaixarem. 



Comentários


bottom of page