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‘Sinners’, vencedor de 4 Oscars, é mais um sucesso da parceria Ryan Coogler e Michael B. Jordan

  • Foto do escritor: Comunica Uerj
    Comunica Uerj
  • 18 de mar.
  • 3 min de leitura

Além de ‘Sinners’, eles também trabalharam juntos em ‘Creed’, ‘Pantera Negra’, ‘Pantera Negra: Wakanda para sempre’ e ‘Fruitvale Station’


Por: Kawani Vitória


Reprodução: Instagram @sinnersmovie


A parceria entre Ryan Coogler e Michael B. Jordan começou já na estreia de Coogler como diretor, em Fruitvale Station: A Última Parada. O filme mostra as últimas 24 horas de vida de Oscar Grant, assassinado pela polícia na madrugada de 1º de janeiro de 2009. Elogiado pela crítica, Coogler decidiu mostrar Grant não apenas como um ícone de resistência, mas também destacar a sua vulnerabilidade ao retratar a relação do personagem com a família e as tentativas de reconstruir sua vida. Com Jordan atuando talentosamente para revelar seu personagem por inteiro - nas fraquezas, hesitações e qualidades -, a obra nos leva a conhecer e nos conectar com o protagonista, enquanto sofremos com a angústia de saber que ele irá morrer em breve.


Após concluir Fruitvale Station, Coogler já tinha em mente quem seria o protagonista para seu novo projeto. Fortalecendo ainda mais essa parceria, o diretor decidiu inserir Jordan em um universo já consolidado: a franquia Rocky. Desta vez, Coogler utiliza a linguagem dos filmes de boxe dos anos 80 para explorar a identidade negra de Adonis Creed, personagem interpretado por Michael B. Jordan.


Reprodução: Instagram @creedmovie e @primevideo


Creed: Nascido para lutar consegue realizar algo raro em spin-offs (obras independentes do produto original) de franquias: respeitar o legado da saga original ao mesmo tempo em que constrói uma identidade própria. O ícone da franquia, Sylvester Stallone, retorna como Rocky Balboa, agora em um papel secundário. Ele aparece com uma postura mais madura e humana, assumindo o papel de mentor de Adonis, enquanto a atuação de Michael B. Jordan traz intensidade e energia ao protagonista. E é nessa relação entre Rocky e Adonis, representantes de gerações e experiências sociais distintas, que a narrativa encontra seus momentos mais fortes.


Coogler imprime em Creed sua marca ao combinar sequências de luta dinâmicas com momentos mais íntimos, usando o boxe como metáfora para discutir identidade, pertencimento e legado. O resultado é um filme que respeita a tradição da franquia enquanto apresenta uma nova perspectiva para a história.


Em Pantera Negra (2018), Ryan Coogler leva sua parceria com Michael B. Jordan para dentro do universo da Marvel Studios. Desta vez, o ator interpreta Erik Killmonger, antagonista da história que desafia o reinado de T'Challa em Wakanda.



Ambientado no reino fictício de Wakanda, o filme apresenta uma nação africana tecnologicamente avançada que nunca foi colonizada. Para construir esse universo, o diretor recorre ao afrofuturismo, estética que combina referências da cultura africana com ficção científica. A presença de Killmonger também amplia o debate proposto pelo filme. O personagem surge como um antagonista complexo, movido por uma visão radical de justiça para populações negras ao redor do mundo. Sua trajetória e seus confrontos com T’Challa transformam o conflito central do filme em uma discussão sobre poder, responsabilidade e legado.



Com essa abordagem, Pantera Negra se tornou um marco cultural dentro do cinema de super-heróis. Além do sucesso de público, o filme foi amplamente celebrado por colocar personagens negros no centro da narrativa e por apresentar, em escala global, uma visão de negritude construída a partir de referências africanas e afrodiaspóricas.


Reprodução: Instagram @eli_joshua


Agora, em Pecadores (2025) , Ryan Coogler e Michael B. Jordan voltam a trabalhar juntos em uma história que mistura terror sobrenatural com reflexão histórica. O longa se tornou o novo recordista de indicações ao Oscar 2026, com 16 nomeações, e explora temas como a permanência da cultura negra.



Ambientado nos Estados Unidos na década de 1930, Jordan interpreta os irmãos gêmeos Fuligem e Fumaça, que retornam à cidade natal com o objetivo de abrir um clube voltado para a comunidade negra. A inauguração do espaço, que simboliza um momento de celebração e encontro, acaba sendo interrompida pela chegada de uma presença maligna. O filme estabelece paralelos entre o contexto histórico vivido pela população afro-americana e uma narrativa de vampiros. A proposta de Coogler sugere que o terror sobrenatural funciona como metáfora para formas de violência e opressão muito reais.


Pecadores consagrou Michael B. Jordan com o Oscar de melhor ator, enquanto Ryan Coogler venceu na categoria de melhor roteiro original. Além desses, o filme também ganhou o Oscar de melhor fotografia e de melhor trilha sonora original.


Reprodução: Instagram @sinnersmovie

Ryan Coogler, Autumn Durald Arkapaw e Michael B. Jordan posam com suas estatuetas.


Ryan Coogler e Michael B. Jordan construíram juntos uma filmografia que se dedica a explorar a complexidade da experiência negra. Seja no drama íntimo e urgente de Fruitvale Station, na busca por identidade dentro do ringue em Creed, na construção de um reino poderoso em Pantera Negra ou na luta contra forças literais e figuradas em Pecadores, Coogler e Michael B. Jordan vêm construindo juntos obras bem-sucedidas e profundas.





 
 
 

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