Mostra De Bandas Da Uerj leva música para a universidade e dá voz a bandas independentes

Por: Kawani Vitória
Ocorreu nos dias 23, 24 e 25 de setembro a segunda edição da Mostra De Bandas Da Uerj (MUBA) Durante os três dias do evento, realizado pelo Centro Cultural da Uerj e pelo Coart, nove bandas de diferentes ritmos e estilos se apresentaram no Teatro Odylo Costa, filho. A lista completa das bandas participantes pode ser acessada no site da Coart.
Para participar da mostra, a banda precisava ter, obrigatoriamente, pelo menos um integrante pertencente à comunidade interna da Uerj, seja estudante, servidor ou funcionário terceirizado.
Davi Teixeira, aluno do segundo período de arqueologia da Uerj, é tecladista e segundo guitarrista para a banda Lâmina Grave. Ele falou um pouco sobre o processo de se inscrever para o evento: “Então, O processo é através do site da Coart, em que eles lançam um edital, e a gente se cadastra, e através de um sorteio, porque eles abriram espaço para 9 bandas, e se inscreveram 14. Quando a quantidade de bandas inscritas ultrapassa a quantidade que cabe no evento, resolve-se por intermédio de sorteio.”
Jefferson Leonardo, baterista do Lâmina Grave, descreveu a experiência como "muito deslumbrante, é um negócio que poucas vezes nós sentimos”. Já Renato Santos, vocalista e criador da banda, destacou a importância para eles de se apresentar para um público como o do MUBA: “A gente tem a oportunidade hoje de fazer talvez um dos melhores eventos da nossa carreira. Há 22 anos estamos juntos. A grande importância desse evento é que a gente finalmente tem coisa para mostrar e pessoas que querem ouvir. Estamos muito animados, porque finalmente temos para quem mostrar as músicas que a gente escreveu.”
Foto por: Kawani Vitória

Show da Lâmina Grave no MUBA.
Quem fez parte do público entusiasmado que assistiu à apresentação da Lâmina Grave foi Enzo Garcia, que aplaudiu de pé ao fim do show. Ele ficou sabendo do evento por seu irmão, Natan Garcia, integrante da banda Víbora, que tocou no segundo dia da mostra, e comentou sobre sua experiência como espectador do MUBA: “Fui nos três dias e foram irados. Principalmente o segundo, porque, quando a banda do meu irmão estava tocando, a plateia foi para frente do palco acompanhar de perto.” Para ele, a importância de um evento como esse está no fomento e no incentivo à cultura dentro do ambiente da universidade.
Já Baltha Brasil, que integrou a apresentação do Baltha Brasil Sexteto, um conjunto de jazz, afirmou que a importância de um evento como a MUBA está em dar espaço para bandas e conjuntos independentes, que às vezes não têm uma residência fixa nem locais para tocar.
Quem concorda com ele é Clara Pichinine, aluna do primeiro período de História e baixista da banda A Catarze. Ela disse que ser uma banda pequena, formada por jovens, dificulta encontrar espaço no mundo do rock: “Os bares e tudo mais, eles nem sempre querem um bando de pirralho de 18 anos fazendo show. É difícil de conseguir. Então, essas oportunidades são legais para as pessoas conhecerem e até chamarem a gente.”
Foto por: Kawani Vitória

Banda Os Duartes. Da esquerda para direita: Gregório Ventura, Otaner La Cumbuca e Manoel Magalhães, baterista e ex-aluno de Relações Públicas da Uerj.
Os integrantes da banda de rock Os Duartes, elogiaram principalmente a estrutura do Teatro Odylo Costa, filho. A banda costuma fazer show em lugares menores e mais underground e dizem que gostam desses shows intimistas, mas que estavam felizes com a oportunidade de tocar em um lugar maior.
“É a maior oportunidade que eu já tive na vida, de tocar num teatro tão bonito, assim, tão grande, né?” disse Otaner La Cumbuca, vocalista e guitarrista da banda. Já Gregório Ventura, baixista, ressaltou que é empolgante tocar em uma estrutura de qualidade com um sistema de som tão bom.
A segunda edição da MUBA reafirmou o papel da universidade como espaço de incentivo à cultura independente. O evento não apenas proporcionou aos músicos a chance de mostrar seu trabalho em uma estrutura de qualidade, mas também ofereceu ao público a oportunidade de descobrir novos sons e apoiar artistas locais. A mostra deixou claro que iniciativas como essa são essenciais para fortalecer os laços entre a comunidade acadêmica e a produção cultural. Que venham as próximas edições!








Comentários