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Doce ipê que abriga você

  • Foto do escritor: Comunica Uerj
    Comunica Uerj
  • 21 de out.
  • 2 min de leitura

No campus Maracanã da Uerj, plantação de ipês pode deixar vida universitária mais leve


Por Daniela Fernandez


Pelos corredores da Uerj, no prédio principal do campus Maracanã, não é uma raridade se deparar com alguém que carrega uma expressão de confusão no rosto. “A Uerj parece um labirinto!”, muitos dizem. Essa característica labiríntica atribuída à universidade é compreensível, afinal, seus andares são extensos e desembocam em mais e mais corredores. Todo ano ouço algum estudante contar alguma anedota referente à sua primeira visita à Uerj: “Quando fiz o vestibular aqui no campus Maracanã, me perdi e fiquei desesperada para achar a sala à qual fui designada para prestar o exame!” Essas são palavras de alguns de meus amigos e amigas uerjianos em relação ao famoso Pavilhão João Lyra Filho. Mas por que não tentarmos ressignificar o caráter labiríntico da Uerj? Para isso, os protagonistas serão os ipês. Sim, isso mesmo. Os imponentes e coloridos ipês espalhados pelas ruelas da faculdade. Um verdadeiro labirinto. Só que de cores.


Reprodução: website oficial da Uerj (uerj.br)

Ipê amarelo plantado próximo a uma das entradas da Uerj
Ipê amarelo plantado próximo a uma das entradas da Uerj

A plantação de ipês realizada nos cantos e nos jardins que cercam os prédios da Uerj não é feita de maneira desproposital. Essas árvores tão formosas, em sua maioria do gênero Tabebuia, são plantadas de acordo com um projeto paisagístico. As plantas consideradas ornamentais, como as acácias, as figueiras e os próprios ipês, são peças indispensáveis para o desenvolvimento de um esboço arquitetônico que preze pelo paisagismo. Um bom paisagista sempre tenderá a unir conhecimentos arquitetônicos e botânicos. E os ipês geralmente são os grandes aliados desse profissional.


Na Uerj, as espécies de Tabebuia, me remetem a abrigos quando completamente florescidos. As flores da árvore se expandem e crescem para os lados, tomando forma semelhante à de um guarda-chuva. Proponho que pensemos, a partir de agora, nessas árvores como elementos que colorem e abrigam as vidas dos membros da comunidade uerjiana, uma vez que elas não estão lá à toa. Em uma arquitetura que considere a relevância da arborização do ambiente, qualquer árvore representa um alívio ao transeunte, devido aos milhares de benefícios que seu plantio pode oferecer ao espaço.


E a existência dos ipês uerjianos hoje provavelmente não seria possível sem uma figura tão inesquecível para a arquitetura moderna brasileira: o saudoso Roberto Burle Marx. Ele está por trás da origem dos primeiros esboços paisagísticos da Uerj Maracanã. E claro que também não podemos deixar de agradecer ao trabalho dos funcionários que integram o setor de jardinagem da Prefeitura do campus.


Com a presença dos ipês, a vida acadêmica pode, então, se tornar um pouco menos maçante. E essas árvores podem transformar a Uerj, cada vez mais, em uma espécie de abrigo para quem a frequenta. Um abrigo tanto para nós, meros seres humanos, quanto para os pássaros e insetos que pousam nos seus galhos e flores.




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