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A Uerj sob a perspectiva dos calouros

  • Foto do escritor: Comunica Uerj
    Comunica Uerj
  • 19 de mar.
  • 3 min de leitura

Um olhar sobre a universidade a partir dos olhos daqueles que acabaram de chegar.


Por: Luana Maciel


Foto: Vinícius Ferreira

Concha Marielle Franco


Com o início de um novo semestre letivo, os corredores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) são ocupados por passos de pessoas que já percorreram esses caminhos várias vezes. Para elas, as flores do jardim, as rampas, as cantinas e as salas já são comuns. Mas entre essa multidão, há pessoas para as quais o ambiente universitário ainda é uma novidade, um mundo inteiro a ser desbravado com entusiasmo: são os calouros.

Entre os recém-chegados está João Vitor Alves Xavier, de 19 anos, calouro de enfermagem. João relata que a escolha da profissão para ele, como para muitos jovens, foi uma decisão difícil. Ele explica que a medicina sempre lhe interessou, mas que foi no momento em que sua avó adoeceu, quando ele se viu diante do cuidado e contato direto dos enfermeiros com os pacientes, que percebeu que era justamente esse caminho que gostaria de trilhar. E para alcançar esse objetivo, ele escolheu a Uerj.

Além de admirar os projetos e pesquisas desenvolvidos na universidade, o estudante conta que a avó tinha sido também aluna da instituição, e que era um sonho dela que um de seus filhos ou netos pudesse se formar no mesmo local. Foi a mistura da questão emocional e do interesse pela universidade que levou João a desejar estudar na Uerj.

Sobre suas expectativas em relação à instituição, João compartilha que a quantidade de projetos e a facilidade para fazer parte deles é o que mais o impressiona. “Eu que quero trabalhar com a área cirúrgica, para mim, foi uma realidade totalmente diferente, foi um ninho de expectativas. Essa é uma grande positividade, uma perspectiva muito boa que eu tive”, afirma ele. O estudante conclui que esse tipo de projeto contribui, não só para o currículo acadêmico, mas também para enriquecer as vivências dos alunos.

Foto: Luana Maciel

João Vitor: realidade diferente



Outro novo rosto entre os andares da Uerj é o de Maria Eduarda Ramalho, de 18 anos, caloura de jornalismo. A jovem conta que sempre foi muito comunicativa desde criança e que sempre demonstrou interesse pela parte da escrita, características que a levaram a se encantar pela profissão do jornalismo. Mas Maria Eduarda não decidiu apenas que queria se tornar uma jornalista, optou também por ser uma jornalista formada pela Uerj.

A decisão pela universidade, para ela, foi além de questões logísticas ou técnicas, levando muito em consideração os princípios da instituição. “Eu sempre gostei muito do perfil da faculdade, da instituição, eu admiro muito a história da instituição, como ela é politizada e como a área de comunicação da Uerj sempre foi muito referência”, explica ela.

Como admiradora da Universidade do Estado mesmo antes de ser aluna, a jovem relata a sensação de maravilhamento ao estar finalmente ocupando esse espaço tão sonhado. “Eu sempre vi, sempre segui todas as redes sociais. Agora estar aqui dentro é muito chocante ainda pra mim. E na verdade supriu todas as minhas expectativas”, diz ela.


Foto: Luana Maciel


Na foto: Maria Eduarda Ramalho, caloura de jornalismo

O olhar de calouros como João e Maria Eduarda pode ser útil para lembrar a todas as pessoas que já estão acostumadas a ocupar esse lugar, sejam veteranos, professores ou funcionários, dos encantos e das perspectivas positivas da Uerj, muitas vezes ignorados ou esquecidos em meio à rotina cansativa do dia a dia.


Embora a vida universitária não seja desprovida de inúmeras dificuldades, estresse e desafios, voltar o olhar para aqueles que estão chegando agora e perceber nos calouros essa visão curiosa e animada pode inspirar os indivíduos que habitam a Uerj a lembrar dos motivos pelos quais eles próprios escolheram estar nesse local e talvez tornar a rotina tão árdua ao menos um pouco mais leve.

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