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Pesquisa aponta interferências no funcionamento da UERJ em dias de jogo no Maracanã

  • Foto do escritor: Comunica Uerj
    Comunica Uerj
  • 27 de mar. de 2024
  • 2 min de leitura

Atualizado: 4 de abr. de 2024

As principais reclamações são a violência e o transporte público


Por Letícia Santana Redatora: Julia Lima


Reprodução: Folha dirigida

Universidade do Estado do Rio de Janeiro.


A UERJ e o Maracanã praticamente se completam, já que nunca existiram um sem o outro, numa convivência de mais de 70 anos. Apesar de tanto tempo, ainda não foram pensadas medidas que resolvam alguns dos problemas que os estudantes têm enfrentado nos dias de jogo no estádio. Apenas 500 metros que separam um do outro, e por isso estudantes e torcedores compartilham dos mesmos meios de transporte para acessar os dois locais.

Em 2022, o estádio recebeu, em média, 46 mil torcedores por jogo, e com frequência semanal, já que Flamengo e Fluminense não possuem estádios próprios e realizam suas partidas no Maracanã. Somando esse número com os 30 mil alunos matriculados na Universidade, é possível entender as reclamações sobre o trânsito e os transportes públicos. A cidade não possui infraestrutura suficiente para esse contingente, o que causa superlotação e engarrafamentos.


Reprodução: Prefeitura do Rio

Estádio Jornalista Mário Filho (Maracanã).


A superlotação dos transportes públicos prejudica o acesso à UERJ e também gera receio nos estudantes e corpo docente por conta da violência no entorno do Estádio, principalmente em dias de clássicos. Como muitos dos jogos são realizados em dias úteis, aulas constantemente precisam ser canceladas e alunos, liberados mais cedo. No entanto, com jogos toda semana, a vida acadêmica de muitos estudantes é prejudicada e o calendário acadêmico, atrasado.


A Universidade não conta com uma medida institucional específica para dias de jogo. Ela deixa que os institutos de cada curso tomem decisões individuais ou até mesmo que cada professor decida sobre sua aula. Estes têm como opção cancelar suas aulas em detrimento do cronograma, ministrar encontros remotos ou permanecer em sala, arriscando a sua integridade física e a dos alunos na volta pra casa.

Uma questão apontada em pesquisa feita pelos alunos de Ciências Sociais em junho de 2023 é o tempo de deslocamento em dias de jogo. Dos 203 alunos do período noturno entrevistados, 177 responderam ter faltado aula, e 84% dizem se sentir prejudicados nessas ocasiões. De acordo com os dados obtidos, o número de alunos que levam até 40 minutos de deslocamento diminui 50% e os que demoram em média 2 horas e 20 minutos aumenta em 400%.


Em 2023, a UERJ passou por um ano de estabilidade, sem greves e com o fim da pandemia do coronavírus, e o Maracanã passou por um ano atípico, com 74 partidas, em consequência da ascensão dos clubes Fluminense e Flamengo. Nesse contexto, o problema se tornou mais claro, e ficou evidente a complexidade da relação Maracanã - UERJ. Ficou claro também que o assunto tem de ser discutido muito além de dentro dos portões da universidade: ele deve ser tratado como uma questão de segurança pública e mobilidade urbana.

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