#PersonagemdaUerj: Miguel Freire/ Estudante de Jornalismo, Produtor de TV ecriador de conteúdo digital
- Comunica Uerj

- 24 de mar.
- 3 min de leitura
Por: Luiza da Costa
Criador do quadro Comunica Andares e dos projetos Toca o Disco e Pole Position, Miguel
Freire é um dos estudantes da Uerj mais viralizados no TikTok. Nascido em Angra dos Reis e apelidado de "prefeitinho" na infância, Miguel sempre foi visto como uma pessoa
comunicativa e carismática. Essas características o levaram, aos 19 anos, a trabalhar na
rede de televisão Bandeirantes.
Suas maiores paixões sempre foram a música e o automobilismo, o que influenciou a criação de seus projetos autorais. Nesta entrevista, conheceremos mais sobre essa figura marcante da Faculdade de Comunicação Social (FCS).
Foto por: Miguel Freire

Quando você descobriu que o jornalismo era a carreira que gostaria de seguir?
Essa é uma pergunta muito boa, porque nunca pensei em fazer algo diferente quando era pequeno. Lógico, eu não sabia que o que eu queria fazer se chamava jornalismo, mas sempre tive um apreço muito grande por tudo que envolvia comunicação e televisão. Antes de me mudar para o Rio de Janeiro, eu morava em Angra dos Reis. Na cidade onde cresci, eu era chamado no trabalho do meu pai de "prefeitinho" porque conhecia todo mundo. Fui muito feliz assim. Sempre fui uma criança falante e meu dia era pautado pelos telejornais: eu sabia que era meio-dia ou 18h pelo jornal que estava passando. No sétimo ano, apresentei um trabalho em que atuei como âncora; eu mesmo produzi o roteiro e pensei no formato. Foi meu primeiro contato com a profissão, embora ainda não soubesse o que era. No ensino médio, cheguei a passar para o Colégio Naval, mas desisti para prestar vestibular para Jornalismo. O jornalismo surgiu de maneira muito natural.
Você sempre sonhou com a Uerj?
Sempre, porque minha mãe é formada aqui. Ela fez um curso de teatro de um projeto social da universidade e viajou o Brasil inteiro se apresentando através desse projeto. Tive muito contato com a instituição por causa dela. Quando chegou a época do vestibular, meu interesse aumentou porque eu preferia as provas discursivas da Uerj ao formato avaliativo do Enem. Não me vejo em outro lugar.
Você tem um projeto bem-sucedido de conteúdo sobre automobilismo. Como ele
surgiu?
O Pole Position! Eu o criei antes mesmo de entrar na faculdade. Comecei a produzir conteúdo em dezembro de 2023 e iniciei o curso no segundo semestre de 2024. Dediquei
meus meses de férias inteiramente a isso e foi uma grata surpresa. Sempre gostei de esportes. E a Fórmula 1 sempre esteve presente na minha vida de forma muito genuína. Eu sempre quis criar esse conteúdo antes, mas não tinha tempo por causa dos estudos. Tudo foi acontecendo organicamente. Aprendi edição, roteirização e texto na prática. Para mim, é uma das melhores experiências como "jornalista aprendiz". Acredito que estamos todos em um processo constante de aprendizado. Em janeiro deste ano, criei o Toca o Disco, focado em música, entretenimento e cultura. São as minhas duas grandes paixões.
Como foi a experiência de criar o quadro Comunica Andares, que viralizou no
TikTok?
Foi maravilhoso. Eu tinha escolhido a opção de subdiretor achando que não faria muita
coisa, pois estagiava em outro lugar e temia não dar conta da responsabilidade. Mas eu
levo tudo o que faço a sério, seja uma disciplina de faculdade ou um trabalho profissional. Comecei a me sentir incomodado por estar parado, e daí surgiu a ideia. Passeávamos pela Uerj gravando e nos divertindo. O quadro viralizou com os vídeos do Direito e da Engenharia. O da Engenharia alcançou cerca de 220 mil visualizações no TikTok, e o do Direito quase 80 mil. Recebi comentários de pessoas perguntando se eu estava solteiro ou dizendo que me viram no ônibus. As pessoas me reconheciam nos corredores. Foi uma experiência muito divertida.
Você acredita que esses projetos agregam a sua carreira atual na Band?
Com certeza. Em qualquer lugar que a gente vá, cada experiência é um "bloquinho" que guardamos para construir nossa carreira e capacidade técnica. O COMUNICA UERJ, os estágios e meus projetos pessoais me deram essa base. Estou sempre em busca de movimento e de aprender algo novo. Essa é a essência da comunicação: ter a inquietação de nunca estagnar. Trabalhamos com o mundo vivo, com histórias e narrativas em tempo real. Como diz o meme da Fátima: "Sueli, quando você vê, o tempo... voa". Temos que acompanhar o mundo, pois o jornalista é a ponte entre os acontecimentos e as pessoas. É muito gratificante ver como todas essas vivências agregam ao que farei no futuro.








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